Treze chapas pedem registro no TSE e largam oficialmente na disputa presidencial de 2026

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    O cenário da sucessão no Palácio do Planalto ganhou contornos oficiais no último sábado (15), quando 13 chapas protocolaram seus pedidos de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dentro do prazo limite, encerrado às 19h. Com a entrega da documentação, abre-se a fase de conferência dos requisitos legais – análise que pode resultar na aceitação ou no indeferimento de cada candidatura.

    A partir deste domingo (16) os postulantes já estão autorizados a pedir votos nas ruas e nas redes. O horário eleitoral gratuito em rádio e televisão começará em 28 de agosto, ampliando a exposição dos candidatos enquanto o TSE avalia eventuais impugnações apresentadas por partidos, adversários ou pelo Ministério Público Eleitoral.

    Como funciona a próxima etapa

    Concluído o protocolo, o tribunal verifica escolaridade, filiação partidária, prestação de contas, certidões criminais e documentos da coligação. Apenas depois de publicada a decisão final cada chapa obtém, ou não, o direito de figurar na urna eletrônica. Até lá, o pedido de registro pode ser contestado por qualquer cidadão ou entidade legitimada.

    Mesmo sem o aval definitivo, os 13 candidatos já iniciam a corrida presidencial. Caso haja indeferimento, nomes barrados desaparecem do pleito e os votos eventualmente recebidos são considerados nulos, salvo reversão em grau de recurso.

    Quem são os 13 concorrentes

    As chapas que buscam a Presidência da República em 2026 abrangem perfis que vão de ex-presidentes a estreantes em eleições nacionais. Confira, em ordem alfabética pelo cabeça de chapa, quem entrou na disputa:

    Augusto Cury (Avante)

    • Profissão: psiquiatra e escritor de obras de autoajuda.
    • Histórico eleitoral: nunca ocupou cargo eletivo.
    • Vice: ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante).

    Clariana Barão (DC)

    • Profissão: advogada.
    • Ineditismo: primeira vez desde 1995 que o partido lança nome diferente de José Maria Eymael para o Planalto.
    • Vice: Fabiana Torquato (mesma legenda).

    Edmilson Dias (PCB)

    • Profissão: professor universitário e doutor em economia.
    • Cargo interno: secretário-geral do PCB.
    • Vice: Cleusa Santos (PCB).

    Flávio Bolsonaro (PL)

    • Profissão: empresário e senador pelo Rio de Janeiro.
    • Família política: filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
    • Vice: deputado federal Alfredo Gaspar (PL).

    Hertz Dias (PSTU)

    • Profissão: professor da rede pública maranhense, rapper e militante do movimento negro.
    • Vice: Vanessa Portugal (PSTU), também professora e ativista.

    Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

    • Trajetória: busca o quarto mandato, disputando a Presidência pela sétima vez.
    • Reedição de chapa: mantém o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) como vice, repetindo a fórmula vitoriosa de 2022.

    Pablo Marçal (PRTB)

    • Profissão: empresário e influenciador digital.
    • Situação jurídica: inelegível até 2032 em decorrência de condenação na Justiça Eleitoral, mas mesmo assim protocolou pedido.
    • Vice: Leonardo Avalanche, presidente nacional do PRTB.

    Renan Santos (Missão)

    • Profissão: ativista e fundador do Movimento Brasil Livre (MBL).
    • Estreia: primeira vez que disputa cargo eletivo.
    • Vice: coronel da reserva Aroldo Medina (Missão).

    Ronaldo Caiado (PSD)

    • Profissão: médico e ex-governador de Goiás.
    • Experiência nacional: concorreu à Presidência em 1989.
    • Vice: Gilberto Kassab (PSD), ex-prefeito de São Paulo e presidente da sigla.

    Romeu Zema (Novo)

    • Profissão: empresário e ex-governador de Minas Gerais.
    • Chapa “puro-sangue”: senador Eduardo Girão (Novo) é o vice.

    Rui Costa Pimenta (PCO)

    • Profissão: jornalista, redator e dirigente partidário.
    • Histórico: quinta candidatura presidencial.
    • Vice: Antônio Carlos Silva (PCO).

    Samara Martins (UP)

    • Profissão: cirurgiã-dentista.
    • Posição anterior: foi candidata a vice em 2022.
    • Chapa 100% feminina: Raquel Brício ocupa a vice.

    Wilson Grassi (Democrata)

    • Profissão: médico-veterinário.
    • Marco partidário: primeiro presidenciável da legenda fundada como Partido da Mulher Brasileira em 2008.
    • Vice: Suêd Haidar (Democrata), presidente do partido.

    Ritos e prazos do calendário eleitoral

    O TSE tem até o início de setembro para julgar todos os pedidos de registro. Impugnações podem ser apresentadas em até cinco dias úteis após a publicação do edital com a lista de candidatos. Se houver recurso ao Supremo Tribunal Federal, o nome permanece sub judice, figurando na urna com o aviso de “indeferido com recurso”.

    A propaganda em rádio e TV será exibida de 28 de agosto a 1º de outubro, dividida entre blocos fixos e inserções comerciais. Concluída essa etapa, o primeiro turno está marcado para 4 de outubro e, se necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

    Possíveis impugnações já no radar

    A situação de Pablo Marçal, enquadrado na Lei da Ficha Limpa, é apontada nos bastidores como o caso mais provável de contestação. Mesmo que o TSE indefira o registro, a chapa pode recorrer e permanecer na campanha até esgotar a via judicial. Outros candidatos também podem ser alvo de questionamentos sobre prestação de contas, quitação eleitoral ou certidões criminais, mas não há, por ora, pedidos formais.

    Campanha na prática: ruas, redes e alianças

    Com a liberação oficial, outdoors, carreatas, comícios virtuais e distribuição de material impresso passaram a ser permitidos, desde que respeitadas as regras sobre gastos e transparência. As equipes ajustam agendas de viagens, lançam jingles e reforçam estratégias digitais – terreno decisivo em 2022 e que promete ser ainda mais disputado em 2026.

    Neste primeiro momento, a visibilidade das chapas menores depende sobretudo da militância orgânica e de redes sociais, já que o tempo de rádio e TV é distribuído conforme a representação partidária no Congresso. Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD) tendem a concentrar a maior fatia do horário gratuito, enquanto siglas como UP, PSTU e PCO terão segundos limitados.

    Próximos movimentos até a urna

    Além do julgamento dos registros, os candidatos precisam entregar a primeira prestação de contas parcial em 9 de setembro, documento que revela arrecadação e despesas da campanha. Debate entre presidenciáveis em emissoras de TV e portais de notícia estão previstos para setembro, quando o eleitor começa a comparar propostas diretamente.

    Na reta final, pesquisas de opinião medirão o impacto do tempo de exposição de cada concorrente. Caso nenhum nome alcance mais da metade dos votos válidos em 4 de outubro, as duas chapas mais votadas avançarão para o segundo turno, repetindo o processo de propaganda e debates por mais três semanas.

    Enquanto isso, o TSE seguirá monitorando denúncias de fake news, abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação. Condutas consideradas irregulares podem gerar multas ou, em casos extremos, cassar registros mesmo após a eleição.

    Com o tabuleiro definido e o relógio eleitoral em contagem regressiva, eleitores têm pela frente um leque variado de perfis, programas e coligações para analisar até a histórica decisão nas urnas de 2026.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.