Raquel Lyra mantém vantagem apertada sobre João Campos no 2º turno em Pernambuco, aponta Datafolha

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    A pouco mais de dois meses da votação, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece numericamente à frente de João Campos (PSB) na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (31) mostra 49% das intenções de voto para a candidata à reeleição contra 45% do ex-prefeito do Recife em cenário de segundo turno.

    O levantamento, encomendado pela TV Tribuna, registra ainda 4% de votos brancos ou nulos e 2% de eleitores que não souberam responder. A margem de erro é de três pontos percentuais, o que coloca os dois postulantes tecnicamente empatados.

    Como o estudo foi realizado

    Entre 28 e 30 de julho, 1.022 eleitores de todas as regiões de Pernambuco foram entrevistados presencialmente. O intervalo de confiança é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é PE-04519/2026. Isso significa que, se fossem feitas 100 pesquisas com a mesma metodologia, em 95 delas o resultado estaria dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos.

    Cenário de primeiro turno

    Embora a disputa de fato caminhe para um embate direto entre Raquel Lyra e João Campos, o Datafolha também aferiu as preferências do eleitorado para o primeiro turno, ainda com quatro nomes na cartela estimulada:

    • Raquel Lyra (PSD): 48%
    • João Campos (PSB): 42%
    • Ivan Moraes (PSOL): 1%
    • Camila Falcão (UP): 1%
    • Branco/nulo/nenhum: 5%
    • Não souberam responder: 2%

    A soma de votos válidos coloca Lyra a dois pontos de vencer no primeiro turno, mas a diferença está dentro da margem de erro. Por ora, portanto, o cenário mais provável continua sendo um segundo confronto direto com Campos.

    Índice de rejeição dos pré-candidatos

    Quem o eleitor descarta

    O Datafolha também aferiu a taxa de rejeição — percentual de entrevistados que afirmam não votar “de jeito nenhum” em determinado nome. Vencer a resistência do eleitor é crucial em disputas acirradas como a que se delineia no estado.

    • João Campos (PSB): 30%
    • Raquel Lyra (PSD): 29%
    • Ivan Moraes (PSOL): 22%
    • Camila Falcão (UP): 20%
    • Renan Hallais (Missão): 19%
    • Rejeita todos/não votaria em nenhum: 3%
    • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2%
    • Não sabem: 7%

    Os percentuais praticamente empatados de Lyra e Campos revelam que o desafio de ambos está em conquistar os indecisos sem inflar a própria rejeição.

    Fotografia do governo: avaliação e aprovação

    Imagem da gestão Raquel Lyra

    Por já ocupar o cargo, a governadora concilia campanha e administração. A pesquisa apontou avanço na percepção de desempenho do Executivo estadual em comparação com o levantamento de abril:

    • Ótima/boa: 49% (eram 45%)
    • Regular: 29% (caíram de 37%)
    • Ruim/péssima: 20% (subiram de 16%)
    • Não sabem: 2% (estável)

    Quando a pergunta é se o eleitor aprova ou desaprova o modo como Raquel Lyra governa, 66% dizem aprovar, 30% desaprovam e 4% preferem não opinar. Apesar de ser maioria, o índice de aprovação oscilou negativamente um ponto em relação à pesquisa anterior, enquanto a desaprovação subiu dois.

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    Corrida pela única vaga no Senado

    Além do governo, Pernambuco elegerá em 2026 um novo senador ou senadora. O Datafolha testou dois cenários, ambos liderados por Marília Arraes (PDT), que aparece empatada com a soma de brancos, nulos e indecisos.

    Cenário 1

    1. Marília Arraes (PDT): 18%
    2. Humberto Costa (PT): 15%
    3. Mendonça Filho (PL): 10%
    4. Miguel Coelho (União Brasil): 9%
    5. Eduardo da Fonte (PP): 7%
    6. Sílvio Nascimento (PL): 3%
    7. Carlos Sant’Anna (Novo): 2%
    8. Pastor Wellington Carneiro (Mobiliza): 2%
    9. Fernando Dueire (PSD): 1%
    10. Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
    11. Branco/nulo/nenhum: 21%
    12. Não sabe: 9%

    Cenário 2

    1. Marília Arraes (PDT): 18%
    2. Humberto Costa (PT): 14%
    3. Mendonça Filho (PL): 10%
    4. Miguel Coelho (União Brasil): 9%
    5. Eduardo da Fonte (PP): 7%
    6. Sílvio Nascimento (PL): 4%
    7. Túlio Gadêlha (PSD): 3%
    8. Carlos Sant’Anna (Novo): 2%
    9. Pastor Wellington Carneiro (Mobiliza): 2%
    10. Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
    11. Branco/nulo/nenhum: 21%
    12. Não sabe: 9%

    A fragmentação do campo governista e da oposição favorece Arraes, que lidera graças a seu recall após a eleição de 2022 para o governo estadual. Já Humberto Costa, que tenta retornar ao Senado, divide o eleitorado de esquerda com a deputada pedetista e figura como principal adversário.

    O que está em jogo

    Pernambuco protagonizou em 2022 uma virada histórica, elegendo Raquel Lyra logo após a então candidata perder o marido horas antes da votação. Dois anos depois, a governadora chega à metade do mandato com índices consistentes de aprovação, mas encontra pela frente João Campos, herdeiro político de Eduardo Campos e nome mais popular da capital.

    O Datafolha indica um eleitorado polarizado, com baixa intenção de migrar votos. Nessa configuração, cada ponto percentual conquistado entre brancos, nulos e indecisos — que somam 6% no segundo turno — pode decidir a eleição. A disputa para o Senado, por sua vez, caminha para ser definida em detalhe, já que o número de eleitores sem preferência (30% nos dois cenários) é maior que o obtido por qualquer candidato isolado.

    Próximos passos da campanha

    A campanha na TV e na internet começa oficialmente em agosto. Até lá, caberá às equipes de Lyra e Campos reduzir rejeições e fisgar o eleitor que ainda não definiu voto. No Senado, alianças regionais e espaços no guia eleitoral tendem a reconfigurar forças, sobretudo entre Marília Arraes, Humberto Costa e Mendonça Filho.

    Enquanto isso, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco finaliza o planejamento logístico para transportar urnas eletrônicas aos 184 municípios do estado. O órgão também promete intensificar mutirões de biometria para reduzir eventuais filas no dia 6 de outubro.

    Com a largada oficial, novos levantamentos devem ser divulgados nas próximas semanas, dando aos pernambucanos um termômetro atualizado da corrida. Até lá, os números de julho servem de ponto de partida para estratégias e ajustes de discurso em ambos os palanques.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.