PT confirma Lula como candidato e lança campanha pela reeleição em 2026

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    O Partido dos Trabalhadores oficializou neste domingo (2) a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República pela oitava vez, durante convenção no Expo Center Norte, na zona norte de São Paulo. Aos 80 anos, o chefe do Executivo buscará seu quarto mandato, repetindo a chapa vitoriosa de 2022 ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

    A ata da convenção foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela direção do PT nas primeiras horas do evento. Com isso, Lula entra na corrida de 2026 já apoiado por uma coligação que reúne seis siglas e precisa administrar, simultaneamente, o avanço de investigações contra seu filho mais velho, Fábio Luís — fator que promete injetar tensão na campanha.

    Convenção em São Paulo confirma chapa Lula-Alckmin

    A cerimônia começou por volta das 9h, com coletiva da deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), e se estendeu ao longo da manhã com discursos de lideranças da legenda. Entre os presentes estavam o presidente nacional do partido, Edinho Silva, o ex-ministro Aloizio Mercadante e o coordenador da campanha de Fernando Haddad ao governo paulista, Kiko Celeguim. No palco, bandeiras das legendas aliadas reforçaram a coligação em torno de Lula.

    Pouco antes das 10h, Edinho Silva anunciou que a chapa Lula-Alckmin já constava no sistema do TSE. Ao confirmar a recondução do atual vice, o PT consolida a aliança selada quatro anos atrás com o PSB. Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, transformou-se no principal articulador do Planalto com o empresariado, papel realçado no discurso dele durante a convenção.

    Quarto mandato em disputa

    Lula venceu as eleições de 2002, 2006 e 2022, além de ter concorrido em 1989, 1994 e 1998. Caso triunfe novamente, somará 16 anos à frente do Planalto, ficando atrás apenas de Getúlio Vargas no ranking histórico de tempo no poder. A campanha petista explorará a ideia de “legado social” e, segundo integrantes da equipe, insistirá na comparação direta entre os governos de Lula e de seus principais adversários.

    Base aliada se amplia

    Além do PSB, a coligação reúne o PDT, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a Federação PSOL/Rede. O PDT foi o primeiro a declarar apoio, em 20 de julho, alegando defesa de pautas trabalhistas e a necessidade de conter a extrema-direita. Na federação Brasil da Esperança, as siglas compartilham tempo de TV e fundo partidário, reproduzindo no Congresso a coalizão que sustenta o governo.

    Entre os aliados, o PSOL mantém parceria histórica com o PT, enquanto a Rede Sustentabilidade aporta o prestígio de Marina Silva, ministra do Meio Ambiente que disputará o Senado por São Paulo na chapa de Fernando Haddad. Juntos, os partidos tentarão ampliar a base parlamentar, considerada crucial para a governabilidade em eventual novo mandato.

    Adversário principal ainda sem coligação

    O senador Flávio Bolsonaro (PL) desponta como principal oponente de Lula, mas até agora não confirmou alianças. Outras candidaturas relevantes já homologadas incluem Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). O calendário eleitoral determina que convenções terminem em 5 de agosto, com registro de chapas até o dia 15 e início oficial da campanha em 16 de agosto.

    Investigações sobre o filho ameaçam contaminar a disputa

    No mesmo período em que o PT aquecia os motores da campanha, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de dois inquéritos para apurar suspeitas de tráfico de influência e corrupção envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo a Polícia Federal, ele teria atuado para facilitar negócios de lobistas com órgãos públicos, entre eles Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, investigado por desvios em benefícios previdenciários.

    O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirma que não há indícios que justifiquem as investigações e acusa setores da PF de tentar interferir no pleito. Lula, em entrevista ao podcast “Inteligência Ltda.”, declarou que o filho será tratado “como o de qualquer pessoa, sem privilégios” e que responderá na Justiça caso haja comprovação de irregularidades. A oposição já sinaliza que fará do caso um dos eixos de ataque na campanha.

    Próximos passos e desafios da campanha

    Com a candidatura oficializada, a equipe petista concentra-se agora na montagem dos comitês regionais, na definição da estratégia de comunicação e na busca de apoios de centro. A meta é manter a frente de partidos unificada e, ao mesmo tempo, neutralizar o impacto político das investigações sobre Lulinha. Integrantes da coordenação nacional estimam que o tema possa ganhar força nas redes sociais, cenário para o qual preparam respostas rápidas.

    Do lado adversário, o PL trabalha para expandir palanques estaduais a fim de equilibrar o tempo de televisão, onde Lula terá a vantagem da maior coligação. A presença de Alckmin na vaga de vice também deve ser explorada para atrair eleitores moderados, sobretudo em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.

    Até a arrancada oficial da campanha, marcada para 16 de agosto, as equipes jurídicas de todos os candidatos monitoram decisões do TSE e do STF que possam alterar regras de propaganda ou impacto das investigações em curso. Dentro do PT, a mais recente preocupação é evitar que o caso de Fábio Luís contamine o debate sobre corrupção, tema sensível para o eleitorado de classe média. {internal_links}

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.