Patrimônio de Luis César Bueno chega a R$ 884 mil em registro ao TSE; vice Carlos Mundim declara R$ 328 mil

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    O professor e ex-deputado estadual Luis César Bueno (PT), que tenta pela primeira vez o governo de Goiás, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) possuir um patrimônio de R$ 884.032,00. Na mesma chapa, o advogado Carlos Mundim (PDT), candidato a vice-governador, declarou R$ 328.620,00 em bens.

    Os dados, disponibilizados pelo sistema de divulgação de candidaturas da Justiça Eleitoral, detalham imóveis, veículos, participações societárias e aplicações financeiras dos dois concorrentes da coligação Federação Brasil da Esperança — aliança formada por PT, PCdoB e PV no estado.

    Detalhamento dos bens declarados

    O que Luis César possui

    • Casa avaliada em R$ 516.825,00;
    • Automóvel de R$ 170.000,00;
    • Apartamento financiado no valor de R$ 55.000,00;
    • Cota-parte em outro imóvel estimada em R$ 49.000,00;
    • Demais itens que completam a soma de R$ 884 mil, segundo o registro entregue ao TSE.

    Bens de Carlos Mundim

    • Participação societária de R$ 100.000,00 em uma empresa;
    • R$ 212.000,00 em espécie declarados como saldo disponível;
    • Aplicação financeira que ultrapassa R$ 16.000,00.

    Trajetória de Luis César Bueno

    Nascido em 11 de agosto de 1960, Luis César construiu a carreira política a partir de movimentos estudantis, populares e sindicais no início dos anos 1980, enquanto cursava licenciatura em História. Um dos fundadores do PT em Goiás, integrou a primeira direção da legenda na capital.

    Foi eleito vereador em Goiânia em 1996 e reeleito em 2000. Em 2006 conquistou o primeiro dos quatro mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa de Goiás, exercidos até 2022. Agora, estreia como postulante ao Palácio das Esmeraldas, encabeçando a chapa que reúne PT, PCdoB e PV.

    Quem é o vice Carlos Mundim

    Advogado, Mundim nunca disputou uma eleição. Atuou como procurador-geral do município durante a administração do ex-prefeito petista Pedro Wilson. A escolha do PDT para compor a vice na coligação reforça, segundo articuladores da federação, a tentativa de ampliar a base de centro-esquerda em torno da candidatura de Luis César.

    Outras candidaturas já registradas

    Além da chapa de Luis César Bueno, a Justiça Eleitoral recebeu até agora as declarações de bens de Daniel Vilela (MDB) e Marconi Perillo (PSDB). Os nomes de Danilo Pinheiro Evangelista da Silva (PCO), Luciana Amorim (UP) e Wilder Morais (PL) ainda aguardam formalização. O prazo oficial para requerer o registro de candidatura expira às 19h de 15 de agosto, conforme o calendário do TSE.

    Valores informados pelos concorrentes

    O sistema de divulgação mostra que Daniel Vilela, Marconi Perillo e outros postulantes apresentaram suas listas patrimoniais, mas a federação de Luis César destaca que cada candidato responde individualmente pelas informações prestadas. Após o envio, o TSE publica os dados e os torna acessíveis para conferência de eleitores e órgãos de controle.

    Obrigatoriedade de transparência

    A declaração de bens é exigida pela legislação eleitoral como condição para formalizar a candidatura. O documento deve conter imóveis, veículos, dinheiro em espécie, aplicações financeiras, participações societárias, joias e demais posses avaliadas em moeda corrente. Qualquer alteração patrimonial relevante ocorrida até a data do pedido precisa constar no formulário eletrônico.

    Os registros permanecem disponíveis para consulta pública durante todo o período eleitoral, permitindo que cidadãos, imprensa e Ministério Público verifiquem a evolução de patrimônio de agentes que pretendem ocupar cargos eletivos. Em caso de inconsistência ou omissão, o candidato pode ser acionado judicialmente.

    Próximos passos da campanha

    Com a documentação protocolada, a coligação Federação Brasil da Esperança concentra esforços em consolidar a agenda de debates e encontros regionais. O grupo tem ressaltado a experiência legislativa de Luis César e o perfil técnico de Carlos Mundim como trunfos para atrair votos de eleitores indecisos.

    Enquanto isso, a coordenação jurídica monitora possíveis questionamentos a respeito dos bens declarados. Tanto Luis César quanto Mundim afirmam que o patrimônio reflete a renda acumulada ao longo de décadas de atividade profissional e política, e se colocam à disposição para esclarecer eventuais dúvidas dos órgãos fiscalizadores.

    Calendário e expectativas

    Com a aproximação do prazo final para registro, a Justiça Eleitoral deve intensificar a conferência da documentação entregue por todos os candidatos ao governo estadual. A expectativa é de que, concluído esse trâmite, o tribunal publique a lista definitiva de habilitados a disputar o pleito ainda em agosto, abrindo, em seguida, a fase de propaganda oficial.

    Até lá, o patrimônio divulgado por cada chapa tende a permanecer no centro do debate político, servindo de termômetro para aferir coerência entre discurso e prática, além de subsidiar o trabalho de jornalistas e eleitores na análise do histórico de cada concorrente.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.