Desaprovação ao governo Lula supera aprovação por 2 pontos, mostra Quaest a menos de dois meses da urna

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    A reta final para o primeiro turno das eleições de 2026 encontra um país dividido sobre o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo levantamento da Quaest encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, 48% dos eleitores desaprovam a forma como o petista governa o Brasil, enquanto 46% aprovam. A diferença de dois pontos fica dentro da margem de erro, mas indica leve vantagem da avaliação negativa.

    O estudo, realizado entre 10 e 13 de agosto com 2.004 entrevistados, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e 95% de confiança. Registrada no TSE sob o número BR-06773/2026, a pesquisa também radiografou percepção sobre economia, preocupações nacionais e medos eleitorais a pouco mais de cinquenta dias do pleito.

    Avaliação do Planalto: saldo apertado

    Desempenho pessoal de Lula

    • Aprovam: 46%
    • Desaprovam: 48%
    • Não souberam ou não responderam: 6%

    Classificação do governo

    • Positiva: 36%
    • Negativa: 37%
    • Regular: 25%
    • Indecisos: 2%

    Embora a diferença entre avaliação positiva e negativa seja de apenas um ponto, a combinação de 37% de juízos negativos com 25% de opiniões regulares resulta em 62% que, no mínimo, não veem méritos claros na atual gestão. Esse quadro reforça o desafio do presidente em converter percepção mediana ou crítica em aprovação consolidada antes da votação.

    Rumos do país: maioria percebe direção errada

    Quando perguntados se o Brasil segue na “direção certa” ou na “direção errada”, 53% escolheram a segunda alternativa. Apenas 38% acreditam que o país vai no caminho correto, enquanto 9% não souberam opinar. O indicador de rumo nacional costuma funcionar como termômetro da confiança geral e impactar diretamente campanhas de continuidade ou mudança.

    Economia pesa no humor do eleitor

    Balanço dos últimos 12 meses

    • Piorou: 49%
    • Permaneceu igual: 30%
    • Melhorou: 19%
    • Não souberam: 2%

    Expectativa para o próximo ano

    • Melhorar: 42%
    • Piorar: 28%
    • Ficar igual: 24%
    • Indefinição: 6%

    A avaliação retrospectiva é majoritariamente negativa, mas a projeção futura mostra que quatro em cada dez eleitores ainda apostam numa melhora em 2027. Esse aparente voto de confiança pode ser fundamental para Lula sustentar sua base, sobretudo entre quem espera estabilidade ou avanço gradual da economia.

    O que mais inquieta os brasileiros

    Principais preocupações hoje

    1. Violência — 33%
    2. Economia — 15%
    3. Saúde — 14%
    4. Corrupção — 14%
    5. Problemas sociais (desigualdade, fome, moradia) — 7%

    O protagonismo da violência no topo das inquietações reforça a centralidade do tema segurança pública no debate eleitoral. Já questões econômicas e de saúde dividem a atenção restante do eleitorado, sinalizando pauta múltipla para candidatos ao Palácio do Planalto.

    Medos eleitorais: polarização persiste

    A Quaest testou qual cenário amedronta mais os entrevistados. Para 45%, o maior temor é o retorno da família Bolsonaro ao poder; 41% dizem recear um novo mandato de Lula. Outros 6% afirmam ter medo de ambos os cenários, 5% não souberam responder e 3% declararam não temer nenhum dos dois.

    O resultado traduz o prolongamento de uma disputa política polarizada, em que rejeição ao adversário pesa tanto quanto — ou mais que — a aprovação ao preferido. Esse grau de antagonismo pode pautar estratégias de campanha focadas em votos “contra” o rival, além de mobilizar eleitores hoje pouco interessados na eleição.

    Nível de engajamento com a eleição

    • Pouco interesse: 42%
    • Muito interesse: 36%
    • Nenhum interesse: 21%
    • Indefinidos: 1%

    Com 42% declarando interesse limitado e 21% totalmente alheios à disputa, o esforço para converter indiferença em participação pode se tornar decisivo na reta final da campanha — especialmente em cenários de vantagem apertada ou necessidade de segundo turno.

    Metodologia

    A pesquisa entrevistou 2.004 pessoas presencialmente, em 120 municípios, entre 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-06773/2026.

    Até a véspera do primeiro turno, o consórcio de veículos formado por Globo, g1, GloboNews, jornal O Globo e afiliadas pretende divulgar 130 sondagens nacionais e estaduais, produzidas pelos institutos Quaest e Datafolha, com recortes para Presidência, governos estaduais e Senado.

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    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.