Lula (PT) mantém larga vantagem na disputa presidencial em Pernambuco e venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje: ele soma 56% das intenções de voto contra 24% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (22). O cenário consolida diferença de 32 pontos percentuais entre os dois favoritos, patamar que resiste mesmo quando são incluídos nomes como o de Pablo Marçal (PRTB), atualmente inelegível.
O levantamento, encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, é o primeiro do instituto após o início oficial da campanha. Foram ouvidos 1.204 eleitores entre 18 e 20 de agosto, com margem de erro de três pontos para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.
Primeiro turno: Lula reúne mais da metade do eleitorado
Cenário sem Pablo Marçal
- Lula (PT): 56%
- Flávio Bolsonaro (PL): 24%
- Ronaldo Caiado (PSD): 2%
- Renan Santos (Missão): 2%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Edmilson Costa (PCB): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
- Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Hertz Dias (PSTU): —
- Brancos, nulos ou nenhum: 8%
- Indecisos: 4%
Cenário com Pablo Marçal
Embora o Tribunal Superior Eleitoral ainda analise a situação de Pablo Marçal, o Datafolha testou sua presença na chapa. A entrada do empresário não altera de forma significativa o quadro geral:
- Lula (PT): 55%
- Flávio Bolsonaro (PL): 24%
- Ronaldo Caiado (PSD): 3%
- Renan Santos (Missão): 2%
- Pablo Marçal (PRTB): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Clariana Barão (DC): 0%
- Wilson Grassi (Democrata): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Hertz Dias (PSTU): 0%
- Brancos, nulos ou nenhum: 7%
- Indecisos: 4%
Simulação de segundo turno amplia vantagem petista
No confronto direto entre os dois nomes mais competitivos, Lula abriria 33 pontos de frente:
- Lula (PT): 62%
- Flávio Bolsonaro (PL): 29%
- Brancos, nulos ou nenhum: 7%
- Indecisos: 2%
Avaliação do governo federal em Pernambuco
O mesmo questionário apurou a percepção do eleitorado pernambucano sobre a gestão atual da Presidência da República. Os índices ajudam a explicar o fôlego do candidato governista no estado.
Aprovação
- Aprovam: 62%
- Desaprovam: 33%
- Não sabem: 4%
Classificação do governo
- Ótimo ou bom: 46%
- Regular: 25%
- Ruim ou péssimo: 27%
- Não sabe: 1%
Metodologia e registro
Para chegar aos resultados, o Datafolha entrevistou presencialmente 1.204 pessoas com 16 anos ou mais em 45 municípios pernambucanos. A amostra é ponderada por gênero, idade, nível de escolaridade e renda familiar, refletindo a distribuição do eleitorado local. Os registros na Justiça Eleitoral são PE-01528/2026 (estaduais) e BR-00109/2026 (nacional).
Margem de erro
Com três pontos percentuais para cima ou para baixo, a margem de erro significa que Lula pode oscilar de 53% a 59%, enquanto Flávio Bolsonaro varia de 21% a 27%. Mesmo no limite máximo de imprecisão estatística, o ex-presidente seguiria numericamente à frente.

Imagem: Internet
Impacto na disputa nacional
Pernambuco carrega cerca de 4% do colégio eleitoral do país e historicamente se posiciona como um dos redutos petistas mais fiéis. Em 2022, Lula obteve 66% dos votos válidos no estado no primeiro turno. A manutenção de índices próximos do pleito anterior consolida o ponto de partida da campanha no Nordeste, região onde o petista constrói parte substancial de sua vantagem nacional.
Do lado adversário, Flávio Bolsonaro tenta herdar o capital político do pai, mas enfrenta resistência entre eleitores de baixa renda e entre mulheres, segmentos majoritários no eleitorado pernambucano. O Datafolha indica que o senador avança principalmente entre homens de 25 a 44 anos com renda acima de cinco salários mínimos, faixa que representa minoria no estado.
Outros postulantes
Os concorrentes que marcam até 3% aparecem tecnicamente empatados na pesquisa, dentro da margem de erro. Entre eles, Ronaldo Caiado (PSD) tem seu melhor desempenho fora do Centro-Oeste; Renan Santos (Missão) tenta se apresentar como alternativa antipolítica; e Romeu Zema (Novo) aposta no discurso econômico liberal. Nenhum, porém, alcança hoje tração suficiente para ultrapassar a casa dos 5% no estado.
Próximos passos
Com o calendário de propaganda eleitoral já em curso, novos levantamentos devem indicar se a exposição na TV e na internet provoca migrações de voto. A equipe petista pretende reforçar agendas no interior do estado, enquanto o campo bolsonarista organizará caravanas no Grande Recife. O desempenho dos candidatos menores também dependerá de decisões do TSE, especialmente sobre a elegibilidade de Pablo Marçal.
Para acompanhar as atualizações sobre a corrida presidencial em Pernambuco, consulte também {internal_links}.
