Liderando com folga, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 55% das intenções de voto no Ceará, segundo levantamento Quaest divulgado nesta quinta-feira (30). O senador Flávio Bolsonaro (PL) fica na segunda colocação, com 22%, o que coloca o petista 33 pontos à frente no principal Estado do Nordeste em número de eleitores.
O estudo, encomendado pela Genial Investimentos, também simulou quatro cenários de segundo turno e avaliou a aprovação do governo federal entre os cearenses. Em todas as hipóteses de confronto direto, Lula chega a 60% dos votos, enquanto os adversários variam de 17% a 23%.
Disputa no primeiro turno
A pesquisa é estimulada — os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados — e traz o seguinte retrato para o Ceará:
- Lula (PT): 55%
- Flávio Bolsonaro (PL): 22%
- Renan Santos (Missão): 2%
- Ronaldo Caiado (PSD): 1%
- Romeu Zema (Novo): 1%
- Augusto Cury (Avante): 1%
- Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
- Samara Martins (UP): 1%
- Edmilson Costa (PCB): 0%
- Leonardo Avalanche (PRTB): 0%
- Indecisos: 9%
- Branco/nulo/não votará: 8%
Com margem de erro de três pontos percentuais, Lula manteria a dianteira mesmo no limite mais pessimista, enquanto Flávio Bolsonaro não ultrapassa um terço dos votos do petista.
Crescimento em relação à sondagem anterior
A aprovação a Lula entre os cearenses subiu desde abril, movimento refletido na intenção de voto: o índice positivo do governo passou de 45% para 49% e a desaprovação caiu de 35% para 34%. Esse ambiente favorável ajuda a explicar a consolidação do presidente no Estado.
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Cenários de segundo turno
Quando o eleitor escolhe entre dois nomes, Lula fica com 60% e o adversário oscila entre 17% e 23%:
- Lula x Flávio Bolsonaro: 60% a 23% (branco/nulo 12%; indecisos 5%)
- Lula x Ronaldo Caiado: 60% a 19% (branco/nulo 15%; indecisos 6%)
- Lula x Renan Santos: 60% a 17% (branco/nulo 17%; indecisos 6%)
- Lula x Romeu Zema: 60% a 17% (branco/nulo 17%; indecisos 6%)
A vantagem numérica confirma o domínio eleitoral do petista no Nordeste, região que se mostrou decisiva nas disputas de 2018 e 2022.
Rejeição dos pré-candidatos
O levantamento mediu ainda em qual nome o eleitor diz que “não votaria de jeito nenhum”. A rejeição de Flávio Bolsonaro chega a 61%, quase o dobro da registrada pelo atual presidente.
- Flávio Bolsonaro: 61%
- Lula: 36%
- Ronaldo Caiado: 24%
- Romeu Zema: 22%
- Cabo Daciolo: 22%
- Renan Santos: 16%
- Augusto Cury: 13%
- Samara Martins: 9%
- Leonardo Avalanche: 9%
- Hertz Dias: 7%
- Edmilson Costa: 6%
Uma rejeição acima de 50%, como a de Flávio Bolsonaro, costuma ser barreira relevante em disputas majoritárias, pois reduz a capacidade de crescimento mesmo entre eleitores indecisos.

Imagem: Internet
Avaliação do governo federal no Ceará
Além de medir a intenção de voto, a Quaest aferiu a percepção sobre o mandato atual:
- Aprovação: 60% (eram 58% em abril)
- Desaprovação: 34% (eram 35%)
- Não souberam opinar: 6%
Quando a pergunta é sobre o desempenho do governo, 49% classificam a gestão como positiva, 23% a consideram regular e 26% avaliam como negativa. Ainda segundo a pesquisa, 55% dos entrevistados acham que Lula merece novo mandato, enquanto 41% discordam.
Impacto na disputa de 2026
A conjunção de popularidade local, baixa rejeição e boa avaliação sugere que Lula parte de posição confortável para tentar a candidatura à reeleição em 2026. Análises internas de partidos adversários indicam que, para reduzir a vantagem no Nordeste, será necessário investir em pautas econômicas e políticas sociais que dialoguem com a região.
Metodologia
A Quaest entrevistou presencialmente 1.002 eleitores com 16 anos ou mais em 69 municípios cearenses entre 24 e 28 de julho. A margem de erro é de ±3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-03238/2026.
O questionário incluiu avaliação de governo, intenção de voto em primeiro e segundo turno, perfil demográfico e mapear rejeição de cada pré-candidato. Os dados são ponderados por sexo, idade, escolaridade, renda e região geográfica, seguindo parâmetros oficiais do Tribunal Superior Eleitoral.
Embora reflita apenas o momento da coleta, o estudo serve de bússola para as campanhas calibrarem agendas, definirem rotas e concentrarem recursos. A próxima rodada, prevista para outubro, mostrará se a liderança de Lula segue estática ou se os eventuais adversários conseguem avançar no eleitorado cearense.