O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparece com 40% das intenções de voto para o Palácio dos Bandeirantes, contra 27% de Fernando Haddad (PT), segundo levantamento da Quaest realizado entre 21 e 24 de agosto. A distância de 13 pontos se repete na maior parte dos segmentos analisados, com exceção de eleitores de baixa renda e de pretos, onde há equilíbrio estatístico.
A pesquisa ouviu 1.800 pessoas e tem margem de erro global de dois pontos percentuais. Nos recortes específicos, o intervalo de confiança varia — de três a oito pontos — e é indicado em cada bloco.
Panorama geral do primeiro turno
Considerando todo o eleitorado paulista, apenas dois nomes superam a marca de dois pontos neste momento. Os demais concorrentes somam de 0% a 3%, enquanto indecisos, brancos, nulos ou ausentes chegam a 27%.
Influência da religião
Evangélicos dão fôlego extra ao governador
Entre evangélicos, Tarcísio atinge 49%, quase o triplo de Haddad (17%). O grupo tem margem de erro de quatro pontos. Já entre católicos, o petista reduz a diferença, mas segue atrás: 40% a 28% (margem de três pontos).
Cor e raça
Brancos e pardos preferem Tarcísio; pretos pendem para Haddad
Eleitores brancos colocam o atual governador 19 pontos à frente (45% a 26%). Entre pardos a vantagem cai para 10 pontos (37% a 27%). No recorte de pretos, Haddad registra 33% contra 27% de Tarcísio, cenário de empate técnico, pois a margem sobe para oito pontos nesse estrato.
Posicionamento ideológico
Alianças fiéis, mas Tarcísio avança fora da própria bolha
- Entre lulistas declarados, Haddad detém 67%, mas Tarcísio abocanha 11%.
- No campo da esquerda não lulista, o petista chega a 72%; o governador repete 11%.
- Independentes dividem-se quase igualmente: 27% para o republicano e 24% para o ex-prefeito.
- Na direita não bolsonarista, Tarcísio tem 77% versus 4% de Haddad.
- No eleitorado bolsonarista, o placar é 67% a 2% para o atual mandatário.
Impacto da renda
Haddad leva a melhor entre os mais pobres; vantagem do rival cresce acima de cinco salários
Até dois salários mínimos, Haddad aparece com 31% e Tarcísio, 25%, dentro da margem de cinco pontos. O índice de indecisos e de votos não válidos chega a 38% nesse grupo. Na faixa de dois a cinco salários, o governador abre 15 pontos (40% a 25%). Entre quem ganha mais de cinco salários, a distância sobe para 22 pontos: 50% a 28%.

Imagem: Internet
Diferenças por sexo
Homens ampliam vantagem de Tarcísio; mulheres mostram maior indefinição
No eleitorado masculino, o republicano marca 46% contra 27% de Haddad. Entre mulheres, o placar cai para 34% a 28%. A soma de indecisas, brancos, nulos ou ausência é de 32% entre eleitoras e 22% entre eleitores.
Escolaridade
Disputa equilibrada no fundamental; ampla dianteira no ensino superior
Entre quem tem até o ensino fundamental, existe empate técnico: 32% para Tarcísio e 30% para Haddad (margem de quatro pontos). No ensino médio, o governador aparece com 39% e o petista, 24%. Entre formados no nível superior, a diferença chega a 21 pontos: 51% a 30%.
Faixas etárias
Apoio cresce com a idade
Tarcísio obtém 35% entre jovens de 16 a 34 anos, 41% entre eleitores de 35 a 59 e 45% no grupo com 60 anos ou mais. Haddad tem 24%, 27% e 32% respectivamente. O contingente de jovens indecisos, brancos, nulos ou que dizem não votar alcança 33% e cai para 23% entre os mais velhos.
Metodologia
A Quaest entrevistou presencialmente 1.800 eleitores com 16 anos ou mais em 120 municípios paulistas. O trabalho de campo ocorreu de 21 a 24 de agosto de 2026. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é SP-06946/2026. O nível de confiança é de 95%; a margem de erro global é de ±2 pontos percentuais, variando conforme o tamanho de cada estrato analisado.
