Checagem confirma: Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras, diz USGS

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    Uma das afirmações centrais da entrevista de Renan Santos (Missão) à Globo, na noite de 26 de agosto, foi chancelada pela equipe do Fato ou Fake: o Brasil realmente reúne a segunda maior reserva mundial de terras raras, grupo de elementos químicos essenciais para a indústria de alta tecnologia e defesa. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o país possua 11 milhões de toneladas desses minerais, atrás apenas da China.

    O levantamento do USGS, divulgado em fevereiro, coloca o Brasil à frente de nações tradicionalmente associadas ao setor, como Austrália (6,3 milhões de toneladas), Rússia (3,8 milhões) e Vietnã (3,5 milhões). A validação reforça um ponto explorado por Renan Santos durante a sabatina: o potencial estratégico brasileiro em cadeias produtivas de ponta, de smartphones a turbinas eólicas.

    Como foi a sabatina na Globo

    Conduzida por Renata Vasconcellos e César Tralli diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, a entrevista integra a série de conversas com os seis presidenciáveis mais bem posicionados na pesquisa Quaest de 14 de agosto. Pela primeira vez, as sabatinas são exibidas logo após o “Jornal Nacional”, e não dentro do telejornal.

    A ordem de participação foi definida por sorteio, com a presença de representantes de cada legenda. Até o momento, o cronograma é:

    • 24/8 – Romeu Zema (Novo)
    • 25/8 – Ronaldo Caiado (PSD)
    • 26/8 – Renan Santos (Missão)
    • 27/8 – Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    • 28/8 – Flávio Bolsonaro (PL)
    • 29/8 – Augusto Cury (Avante)

    Foco na checagem em tempo real

    Enquanto o candidato respondia às perguntas sobre economia, meio ambiente e política externa, jornalistas do projeto Fato ou Fake analisavam declarações em tempo real. A fala sobre terras raras ganhou destaque pela relevância econômica e pela frequência com que o tema aparece em debates sobre transição energética.

    O que são terras raras e por que importam

    Embora usadas em quantidades pequenas, as 17 substâncias conhecidas como terras raras são consideradas insubstituíveis. Elas compõem ímãs permanentes de alto desempenho, essenciais para motores elétricos, discos rígidos, lâmpadas LED e equipamentos médicos de imagem. Na defesa, aparecem em caças, submarinos e sistemas de telêmetro a laser.

    Por manterem propriedades magnéticas por décadas, os ímãs à base de neodímio e disprósio – dois exemplos do grupo – permitem a fabricação de peças menores e mais leves, reduzindo custos e ampliando a eficiência energética. Isso explica o valor comercial elevado dessas matérias-primas e a disputa global por fornecimento seguro.

    Brasil no mapa das reservas

    Segundo o USGS, o estoque brasileiro de 11 milhões de toneladas só é superado pelos 44 milhões da China, potência que domina a oferta mundial. A marca nacional supera, com folga, a de países como Austrália e Rússia. O dado validado pelo Fato ou Fake sustenta a tese de que o Brasil pode se tornar ator decisivo em cadeias de semicondutores, energia limpa e baterias de alta capacidade.

    Da verificação ao debate eleitoral

    A confirmação da estatística amplia a pressão sobre programas de governo: explorar ou não esse potencial requer políticas ambientais, incentivos à pesquisa e acordos internacionais. Na entrevista, Renan Santos defendeu um plano de atração de investimento estrangeiro voltado à mineração responsável e ao refino local desses elementos.

    Embora a checagem sobre terras raras tenha sido concluída, a equipe do Fato ou Fake mantém outras declarações do candidato sob análise. A metodologia do projeto envolve cruzar números com bases oficiais, ouvir especialistas e divulgar atualizações em tempo real, estratégia que ganhou espaço na cobertura das eleições de 2026.

    Participação da equipe

    Trabalharam na verificação Camila Zarur, Camilla Alcântara, Carolina Callegari, Jorge Fofano, Marcelo Parreira, Mel Trench, Roney Domingos e Vinícius Cassela. O time compilou dados do USGS e de órgãos setoriais brasileiros antes de classificar a afirmação como verdadeira.

    Próximos passos da série de entrevistas

    Os encontros seguem até 29 de agosto, sempre no mesmo horário. A expectativa é de que novos temas, como reforma tributária e mudanças climáticas, sejam postos em cheque pelos jornalistas. O formato, já consagrado em anos anteriores, passou por ajustes para privilegiar a participação do público nas redes sociais.

    Para acompanhar as próximas sabatinas e checagens, o público pode acessar a página especial do Fato ou Fake ou enviar dúvidas pelo WhatsApp oficial do projeto. Mais detalhes estão disponíveis na área de cobertura eleitoral do portal.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.