Suspeito de auxiliar fuga de acusado de matar sargento morre em confronto com a PM no litoral do Piauí

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    Uma operação para capturar Lucas da Silva Oliveira, apontado como autor do assassinato do 3º sargento José Arnobio Farias Cardoso, terminou em novo episódio de violência na noite de sexta-feira (14). Durante incursão em Parnaíba, litoral do Piauí, um homem que, segundo a Polícia Militar, dava suporte à fuga de Lucas foi baleado em troca de tiros e acabou morrendo no hospital.

    A ação ocorreu cerca de sete horas após o crime contra o sargento. Por volta das 19h, policiais do 27º Batalhão receberam informação sobre um possível esconderijo do atirador. Ao chegar ao endereço, usado também como ponto de venda de drogas, a equipe teria sido recebida a tiros. O confronto resultou na morte do suposto comparsa, enquanto outros suspeitos escaparam pela área de mangue que cerca o imóvel.

    Tiroteio e morte após denúncia de esconderijo

    De acordo com o major Galeno, subcomandante do 27º BPM, a denúncia indicava movimentação de criminosos ligados a facções que atuam na região. O efetivo montou cerco em uma casa simples, situada em travessa de difícil acesso. “Assim que nossos homens anunciaram a presença, houve disparos. Os policiais revidaram e atingiram um dos indivíduos que dava cobertura a Lucas”, relatou o oficial.

    O ferido foi socorrido imediatamente e encaminhado ao Hospital Estadual Dirceu Arcoverde, mas não resistiu. A identidade dele não havia sido divulgada até o fechamento desta reportagem. Os investigadores acreditam que ele participava da rede que forneceu abrigo, transporte e armas ao atirador do sargento.

    Caçada ao principal suspeito continua

    Lucas da Silva Oliveira, 28 anos, permanece foragido. Com antecedentes por roubo, porte ilegal de arma e envolvimento com organização criminosa, ele já tinha mandado de prisão em aberto antes mesmo do homicídio do policial. Após o assassinato, a Justiça expediu nova ordem de captura em regime de urgência.

    A Polícia Civil trabalha em conjunto com unidades especializadas da PM, inclusive equipes de inteligência e cães farejadores. Barreiras foram montadas nas rodovias que ligam Parnaíba a municípios vizinhos e ao Ceará. A hipótese mais considerada é que Lucas ainda esteja oculto em zonas de mangue ou em casas de aliados dentro da própria cidade.

    Prisão da companheira

    No início da noite, horas antes do confronto que terminou em morte, a companheira de Lucas, Iara Maria Lima, 24 anos, foi detida em um bairro periférico de Parnaíba. Ela estava com o filho do casal, uma criança que presenciou toda a agressão contra o sargento. Segundo o major Valdeci Galeno, comandante do 27º BPM, Iara teria auxiliado o companheiro na fuga inicial e escondido a arma usada no crime.

    Ela foi autuada por homicídio qualificado, porte ilegal de arma e corrupção de menor. O menino, em aparente bom estado de saúde, foi entregue provisoriamente ao Conselho Tutelar até definição da guarda pela Vara da Infância.

    Câmeras revelam dinâmica do assassinato

    Imagens de segurança obtidas pela Polícia Civil detalham os momentos que antecederam o homicídio do sargento Arnobio. O vídeo mostra o policial em um carro branco trafegando por rua estreita de Parnaíba quando se choca levemente com a motocicleta conduzida por Lucas. Na garupa estavam Iara e o filho do casal.

    Após a colisão, o militar desce do veículo para verificar a situação. Lucas, ainda de capacete, ergue o objeto e acerta o sargento na cabeça pelas costas. A vítima cai e sofre novos golpes até ter a arma subtraída. Em seguida, o agressor atira na cabeça do policial e foge a pé. Iara deixa a cena levando a criança na direção oposta.

    Reação das corporações e clima de tensão

    A morte do sargento gerou forte comoção interna. O comandante-geral da PMPI decretou luto oficial de três dias e deslocou efetivos de unidades da capital para reforçar o cerco. “Não descansaremos enquanto o responsável não for preso”, declarou em nota.

    O Sindicato dos Policiais Civis do Piauí também se manifestou, afirmando que a escalada de violência contra agentes de segurança na região litorânea exige respostas rápidas do Estado e mudanças estruturais no combate às facções.

    Histórico criminal e ligação com facções

    Investigadores apontam que Lucas integra célula de uma organização criminosa com base interestadual, dedicada a tráfico de drogas e execuções por encomenda. Relatórios de inteligência mostram que o suspeito teria participado de assaltos a bancos no Maranhão e em Pernambuco. O ponto de venda onde ocorreu o confronto de sexta-feira seria administrado pelo grupo para financiar fuga de integrantes procurados.

    Apesar do cerco, analistas de segurança admitem dificuldade em capturar foragidos na faixa litorânea devido aos inúmeros acessos por rios, áreas de mangue e estradas vicinais. O uso de embarcações rápidas e rotas clandestinas até o Ceará costuma dificultar as buscas.

    Próximos passos da investigação

    Com a morte do suposto comparsa, a Polícia Civil tentará recolher digitais e material genético na casa invadida, a fim de confirmar se Lucas esteve ali nos últimos dias. O celular apreendido com Iara será periciado para rastrear ligações e troca de mensagens que possam indicar novos esconderijos. Já a Delegacia de Homicídios prepara reconstituição do crime para robustecer a denúncia ao Ministério Público.

    Enquanto isso, a população pode colaborar com pistas anônimas pelo Disque-Denúncia 181. A polícia reforça que qualquer informação sobre movimentação suspeita em áreas de mata ou residência abandonada nos bairros Pindorama, Santa Luzia e Ilha Grande tem prioridade.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.