O pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, contestou nesta segunda-feira (13) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar.
Em entrevista, Santos disse que a medida transforma Moraes em “cabo eleitoral” do senador. “Ele fica sempre vitimizando os caras com o autoritarismo bizarro dele”, afirmou. O pré-candidato ainda declarou considerar o magistrado “marqueteiro” de Flávio, argumentando que a decisão alimenta a narrativa de perseguição adotada pelo grupo político ligado ao ex-chefe do Executivo.
Proibição de contato
A restrição foi imposta após a divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro ao filho. No documento, lido por Flávio durante transmissão no YouTube no sábado (11), o ex-presidente manifestou apoio ao senador. Moraes determinou que a defesa do ex-presidente informe, em até 48 horas, se Bolsonaro tinha conhecimento de que o texto seria publicado nas redes sociais de Flávio.
Com a suspensão, pai e filho ficam impedidos de se comunicar até o término do primeiro turno da eleição presidencial. A determinação é vista como um revés para a campanha do PL, que vinha recebendo orientações diretas do ex-presidente.
Investigação de propaganda antecipada
O ministro também enviou o caso ao procurador-geral eleitoral para que seja apurada a possibilidade de propaganda eleitoral antecipada. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação por liderar uma tentativa de golpe de Estado, processo que tramita no STF.
Imagem: Reprodução e Brenno Carvalho
Renan Santos, que busca viabilizar sua candidatura ao Palácio do Planalto, aproveitou o episódio para reiterar críticas à atuação de Moraes nos inquéritos envolvendo o ex-presidente e aliados.
Com informações de O Globo
