Renan Santos leva rock ao palco antes da campanha e rebate rótulo de machista

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    São Paulo — Pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, o fundador do MBL, Renan Santos, trocou por algumas horas as pautas políticas pelos acordes de guitarra. Na última sexta-feira, o ativista liderou duas apresentações da banda Limão Rosa no segundo piso do Bar Alto, ponto tradicional da noite na Vila Madalena, zona oeste da capital paulista. Cerca de 300 ingressos foram vendidos para o show, realizado a pouco mais de um mês do início oficial da campanha eleitoral.

    No palco, Renan prefere ser chamado pelos nomes do meio, Antônio Ferreira. A formação da Limão Rosa inclui ainda o ex-deputado estadual Arthur do Val, o Mamãe Falei, na bateria, e o irmão dele, Gustavo Moledo, no baixo. O repertório concentrou as faixas do álbum de estreia, Chão Pintado de Rubi, executado integralmente nas duas sessões.

    Apesar de declarar admiração política pelo presidente argentino Javier Milei, o pré-candidato critica a incursão musical do vizinho. “O Milei é inovador como governante, mas a banda dele é muito cafona”, disse Renan, em referência à La Banda Presidencial, formada por auxiliares do mandatário em Buenos Aires.

    O músico nega que os ensaios sejam simples passatempo. “É um trabalho obsessivo que exige muito, mas me ajuda a desligar da campanha presidencial”, afirmou. Criada em dezembro de 2024, a Limão Rosa nasceu depois de experiências anteriores dos integrantes: Renan em grupos de rock indie e Do Val em projetos de reggae.

    No Spotify, o trio registra 37,3 mil ouvintes mensais. O maior destaque é “Sheherazade Blues”, que soma 275 mil reproduções e rendeu comparações com Bob Dylan por causa do uso de gaita. Questionado sobre críticas de machismo dirigidas ao MBL, o vocalista ironizou: “Tem muita música de mulher. Para um movimento considerado machista, até que elas são protagonistas nas letras. Eu fui irônico, tá?”.

    O título do disco vem da faixa “Morte ao Rei”, que narra uma revolta popular conduzida pelo clero contra um monarca sem juízo que sobe a Serra do Mar, no Rio de Janeiro. Renan descarta qualquer alusão à política atual.

    Durante o espetáculo, o conteúdo eleitoral quase não apareceu. O público limitou-se a pedidos de músicas, palmas e coros direcionados a Arthur do Val. Camisetas e outros itens do grupo foram vendidos no local.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.