Equipe de defesa assume papel de mensageira entre Jair Bolsonaro e campanha após veto a visitas de Flávio

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    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) terá de recorrer aos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro para manter a comunicação com a campanha eleitoral do pai. A medida foi articulada depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o parlamentar de visitar o ex-chefe do Executivo por 90 dias.

    A decisão de Moraes, tomada na segunda-feira (14), ocorreu após Flávio divulgar em uma live, no sábado, carta redigida por Jair Bolsonaro. Para o magistrado, o documento foi obtido durante visita domiciliar exclusivamente para divulgação nas redes sociais, violando a restrição que impede o ex-presidente de usar plataformas digitais, direta ou indiretamente.

    Com o afastamento temporário, aliados afirmam que a equipe jurídica de Jair Bolsonaro vai repassar orientações entre ele e o núcleo político. O novo arranjo, porém, deve tornar o fluxo de informações menos ágil e mais suscetível a distorções, segundo auxiliares.

    A defesa do senador contestou a decisão, classificando-a como “ilegal e inconstitucional”. Os advogados sustentam que o despacho fere dispositivos da Lei de Execução Penal sobre visitas familiares e o Estatuto da Advocacia, que garante comunicação reservada entre advogado e cliente. A equipe anunciou que adotará medidas judiciais para tentar reverter o veto.

    Se mantido o prazo de 90 dias, Flávio só poderá voltar à residência do pai, no Solar de Brasília, após o primeiro turno das eleições municipais, marcado para 4 de outubro.

    Antes da suspensão, o primogênito atuava como principal elo entre Jair Bolsonaro e a pré-campanha, discutindo pessoalmente alianças estaduais e estratégias eleitorais. Outros filhos, como o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), continuam autorizados a visitar o ex-presidente, mas interlocutores descartam que assumam o posto político ocupado por Flávio.

    O reordenamento ocorre enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro permanece afastada das atividades partidárias desde desentendimentos públicos com o enteado. Vista internamente como trunfo junto ao eleitorado feminino e evangélico, Michelle segue sem participação prevista na campanha.

    Apesar do novo obstáculo, aliados garantem que Jair Bolsonaro continuará definindo questões centrais, como composição de palanques e alianças regionais, agora por meio de mensagens repassadas pelos seus defensores.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.