Pressão por mudanças na campanha de Flávio Bolsonaro chega à cúpula do PL

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    A cúpula nacional do PL passou a receber reclamações de aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a condução da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Interlocutores do partido relataram que, nos últimos dias, apoiadores ligados ao bolsonarismo têm cobrado ajustes na equipe responsável pela comunicação e pela estratégia eleitoral.

    Alvos frequentes das críticas são o setor de comunicação e o coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN). Segundo pessoas envolvidas nas tratativas, a atuação de Marinho é vista como excessivamente centralizadora, o que, na avaliação dos insatisfeitos, dificulta a participação de quadros externos.

    Críticas públicas

    Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência, afirmou nas redes sociais que a campanha de Flávio “não existe”, apontando falta de agenda, de organização e de planejamento. Em nova postagem direcionada ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, Wajngarten defendeu “mexer no time” e propôs uma ampla reformulação, com destaque para comunicação, planejamento estratégico e maior presença de lideranças católicas, evangélicas, do agronegócio, da segurança, da saúde, da educação e do setor produtivo.

    O influenciador Paulo Figueiredo também criticou a recente viagem de Flávio aos Estados Unidos. Ele afirmou que a oportunidade foi desperdiçada por falta de entrevistas, imagens ou coletiva de imprensa. Figueiredo declarou interesse em participar mais diretamente da campanha.

    Outro apoiador, o influenciador Kim Paim, publicou montagem que compara Rogério Marinho ao personagem Frodo, da série “O Senhor dos Anéis”, ironizando a condução da coordenação.

    Reação interna

    Integrantes da pré-campanha avaliam, reservadamente, que as manifestações partem de pessoas que desejam espaço na estrutura. Para eles, não se trata de uma ação orquestrada por Eduardo Bolsonaro, ainda que os críticos mantenham proximidade com o deputado licenciado. A equipe nega existência de crise e afirma que não planeja mudanças.

    Dentro do partido, dirigentes ponderam que qualquer alteração na equipe implicaria redução da influência de Rogério Marinho, já que parte dos responsáveis pelo marketing foi indicada por ele. Esse cenário aumenta a cautela da direção sobre mexidas que possam intensificar disputas internas.

    Nos bastidores, lideranças da direita temem que o embate público atrapalhe a tentativa de unificar o campo conservador em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.