O presidente Luiz Inácio Lula da Silva percorre o país nesta semana para participar de inaugurações e lançamentos de programas antes do início do defeso eleitoral, que começa no sábado, três meses antes do primeiro turno das eleições de outubro. A partir dessa data, ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar o pleito ficam impedidos de comparecer a eventos do tipo.
Maratona de compromissos
A agenda presidencial deve ser encerrada na sexta-feira com uma cerimônia no Palácio do Planalto. O evento prevê entregas simultâneas de unidades habitacionais, de saúde e de educação em diferentes estados, com participação de integrantes do governo por vídeo diretamente dos locais das inaugurações.
Nesta quinta-feira, Lula segue para Juazeiro do Norte, no Ceará, onde entregará 40 ônibus escolares a municípios cearenses. No mesmo ato, o governo anunciará 29 unidades odontológicas móveis e 19 veículos do programa Mais Especialistas, do Ministério da Saúde.
Roteiro na Bahia
Na quarta-feira, o presidente esteve na Bahia. Em Alagoinhas, participou da cerimônia de inauguração do Hospital Estadual do Litoral Norte e da entrega de veículos dos ministérios da Saúde e da Educação, acompanhado do ex-líder do governo no Senado Jaques Wager, investigado no caso Master. À tarde, visitou o canteiro de obras da ponte Salvador-Ilha de Itaparica e, à noite, compareceu à reabertura do Teatro Castro Alves, em Salvador.
Anúncios econômicos
O começo da semana foi dedicado a anúncios de programas federais. Na segunda-feira, no Palácio do Planalto, Lula lançou o programa Desenrola voltado a adimplentes, que prevê redução de juros para empréstimos pagos em dia, uso do FGTS como garantia em crédito consignado para trabalhadores formais e novas linhas de financiamento a ex-alunos do Fies que desejem empreender.
Imagem: Cristiano Mariz
Na terça-feira, após retornar da cúpula do Mercosul em Assunção, no Paraguai, o presidente participou do lançamento do Plano Safra 2026/27 para a agricultura familiar, com oferta de R$ 97,3 bilhões em crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural. As taxas de financiamento para produção de alimentos caíram de 3% para 2% ao ano, e, para sistemas agroecológicos e produção orgânica, de 2% para 1% ao ano.
Mais cedo no mesmo dia, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou o Plano Safra destinado à agricultura empresarial, que disponibiliza R$ 525,1 bilhões em financiamentos.
Com informações de O Globo
