A deputada estadual Silvana Oliveira, que chefia a bancada do PL na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), afirmou que a vereadora Priscila Costa provocou prejuízos à legenda ao adiar seu posicionamento sobre o desentendimento entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro.
Em entrevista ao jornal O Povo, Silvana avaliou que o momento ideal para uma manifestação já havia passado quando Priscila resolveu romper o silêncio. Para a deputada, o impasse “deveria ter ficado dentro de casa” e acabou deixando a direita insatisfeita.
Origem da disputa
A tensão teve início na definição da candidatura do PL ao Senado pelo Ceará. Michelle defendia que Priscila disputasse a vaga, enquanto Flávio conduziu articulações para compor com o grupo do deputado federal André Fernandes (PL-CE).
Tom conciliador
Na semana passada, Priscila gravou vídeo reafirmando apoio a Flávio e pedindo união do campo conservador. Sem mencionar detalhes do conflito, ela declarou que o principal adversário segue sendo o PT e que diferenças internas não podem fragilizar o projeto da direita.
A vereadora também negou que seu alinhamento ao senador tenha ocorrido apenas após a crise. Segundo ela, o apoio começou quando o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou publicamente o filho como herdeiro político.
Imagem: Reprodução e Edils Dantas
Presença nos dois grupos
Mesmo no centro da controvérsia, Priscila manteve diálogo com Michelle e Flávio. Indicada pela ex-primeira-dama para a vice-presidência do PL Mulher, continua representando o segmento feminino em parte das agendas partidárias. Paralelamente, participou do primeiro encontro organizado por Flávio para discutir propostas voltadas às eleitoras e aproveitou para reiterar público apoio ao presidenciável.
Silvana Oliveira concluiu que, superado o desgaste, o partido precisa recuperar o tempo perdido antes das eleições.
Com informações de O Globo
