O PT acertou com os partidos aliados que o primeiro ato oficial da campanha de Fernando Haddad ao governo de São Paulo será realizado em 25 de julho, em Campinas, um dos maiores colégios eleitorais do estado. O evento contará com a presença confirmada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, segundo dirigentes da coligação, deverá ter também o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
A data coincide com as convenções partidárias que formalizam a candidatura de Haddad. Por exigência da legislação eleitoral, cada sigla fará sua própria convenção, seguida de um ato conjunto. A Federação PSOL-Rede deve promover seu encontro no mesmo dia, enquanto o PSB marcou sua convenção para 31 de julho, na Assembleia Legislativa paulista.
Estratégia no interior
Desde que anunciou a pré-candidatura em março, ao lado de Lula e Alckmin no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Haddad intensificou agendas em cidades do interior, avaliando que a derrota para Tarcísio de Freitas (Republicanos) em 2022 se deu, em parte, pela baixa penetração nesse eleitorado. O plano inicial era realizar as convenções em Ribeirão Preto, mas a escolha migrou para Campinas, terceiro maior município paulista e situado a 100 km da capital.
Há quatro anos, o PT homologou a chapa na Alesp, sem a presença de Lula. Desta vez, além de Haddad, a composição estadual inclui Márcio França (PSB) como vice e, para o Senado, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
Calendário eleitoral e pesquisas
O período oficial de convenções vai de 20 de julho a 5 de agosto. No mesmo fim de semana do ato petista, PL e PSD também devem confirmar seus candidatos. Já o Republicanos realizará convenção em 1.º de agosto, no Ginásio do Ibirapuera, para lançar a candidatura à reeleição de Tarcísio, que conta com aliança de MDB, União Brasil e Progressistas. O governador terá Felício Ramuth (MDB) como vice, enquanto Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) disputam as vagas ao Senado.
Imagem: Edils Dantas
Levantamento Datafolha divulgado em 5 de julho aponta Tarcísio com 46% das intenções de voto, contra 30% de Haddad. Vera Lúcia (PSTU) aparece com 5%, seguida por Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), ambos com 4%. Apesar da diferença de 16 pontos, a campanha petista destaca o crescimento de legendas de esquerda sem tempo de TV e as saídas de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) da disputa. “O jogo só acaba quando termina. Vamos disputar para vencer e estamos muito otimistas”, afirmou o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.
Com informações de O Globo
