O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT), declarou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, que milícias estão se infiltrando no mercado de segurança para transporte de cargas em São Paulo. Segundo ele, a expansão desse modelo criminoso pode transformar o interior do estado em cenário semelhante ao do Rio de Janeiro.
“Está começando a entrar milícia em São Paulo, vendendo serviços de segurança, enriquecendo poucas pessoas e empobrecendo quem precisa pagar para proteger a carga. Se não tivermos um trabalho de inteligência, vamos nos transformar no que é hoje o Rio de Janeiro”, afirmou o petista.
Propostas para segurança pública
Após visitar um grupo de trabalhadores de uma fábrica de sacos de lixo em Hortolândia, a cerca de 110 km da capital, Haddad detalhou medidas que pretende adotar caso seja eleito:
- Retomar o uso contínuo de câmeras corporais na Polícia Militar, substituindo o sistema atual de acionamento remoto e automático em situações específicas;
- Instalar, no primeiro dia de governo, um gabinete institucional para troca de informações de inteligência contra o crime organizado, envolvendo órgãos como a Polícia Federal.
Agenda no interior
Ainda nesta quinta-feira, o ex-ministro participa de palestras no Instituto Federal de Piracicaba e na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A estratégia de concentrar eventos em universidades busca ressaltar sua passagem pelo Ministério da Educação e compensar a falta de apoio de prefeitos no interior.
Disputa com Tarcísio de Freitas
A campanha petista considera a segurança pública um ponto vulnerável para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição. Nas eleições passadas, Haddad venceu em 91 dos 645 municípios paulistas no primeiro turno, número que caiu para 79 na segunda etapa, enquanto o adversário intensificou ações na região metropolitana de São Paulo.
Imagem: Marcelo Camargo
A fala de Haddad sobre a presença de milícias reforça a tentativa de colocar a segurança no centro do debate eleitoral no estado.
Com informações de O GLOBO