Um trecho instalado ao lado direito do palco principal da Exposete desabou por volta das 3h deste sábado (5/9) e transformou em correria o que era diversão em Sete Lagoas, na Região Central de Minas Gerais. A queda da passarela que levava aos sanitários provocou ferimentos em 12 frequentadores e mobilizou Corpo de Bombeiros, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e Defesa Civil.
Depois do resgate, quatro vítimas foram levadas pelos bombeiros a unidades de saúde e outras três seguiram em ambulâncias do SAMU para o Hospital Municipal de Sete Lagoas. Os demais machucados receberam curativos no posto médico montado dentro do próprio parque de exposições. Inicialmente, todos apresentavam lesões avaliadas como leves, mas a cena expôs falhas de segurança e fez o evento ser parcialmente interditado para nova vistoria.
Como aconteceu o desabamento
Segundo relato dos bombeiros, a estrutura que cedeu era uma passagem elevada que ligava a área de shows aos banheiros. O equipamento metálico, fixado sobre bases desmontáveis, rompeu-se de forma súbita na Rua José Marçal de Abreu, bairro São Cristóvão. A derrubada espalhou placas e barras pelo corredor lateral do palco exatamente quando centenas de pessoas deixavam a arena após as últimas apresentações noturnas.
Local isolado e interdição imediata
Tão logo as vítimas foram socorridas, os militares isolaram toda a ala atingida. Por medida de precaução, nem artistas nem público puderam circular pelo espaço até que técnicos da Defesa Civil concluam a avaliação de estabilidade. A organização da feira agropecuária informou, em comunicado, que havia apresentado laudos de vistoria exigidos pelos órgãos públicos antes da abertura dos portões, mas reconheceu a necessidade de uma nova inspeção detalhada.
Perfil das vítimas
Entre os 12 feridos constam dois 3º sargentos da Polícia Militar, lotados na 11ª Companhia Independente e no 5º Batalhão. Eles estavam de serviço na Exposete quando foram atingidos por partes da grade. No início da tarde, a coordenação médica divulgou que sete vítimas já tinham recebido alta e retornado para casa. Duas pessoas permaneciam internadas em observação no Hospital Municipal; o quadro delas não foi detalhado.
Relato nas redes sociais
Uma das frequentadoras lesionadas publicou fotos de hematomas nos braços e nas costas. Com ironia, escreveu que o ingresso “vinha com uma estrutura desmoronando de brinde” e se disse aliviada por não ter sofrido algo mais grave. A postagem viralizou em grupos da cidade e reacendeu debates sobre as condições dos palcos itinerantes utilizados em festas regionais.
Próximos passos da investigação
A Defesa Civil municipal vai periciar o material danificado e colher depoimentos de montadores, engenheiros e seguranças. O laudo apontará se falha humana, defeito de fabricação ou chuva recente contribuíram para o rompimento. Até agora, a organização sustenta que todos os documentos de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) e os atestados do Corpo de Bombeiros foram protocolados dentro do prazo.
Retomada condicionada a nova vistoria
O comando dos bombeiros reforçou que só liberará a totalidade do espaço após receber garantia técnica por escrito. Os militares também devem realizar um teste de carga nos demais módulos metálicos usados como passarelas, escadas e praticáveis. Qualquer sinal de deformação resultará em reparos ou retirada da peça.

Imagem: Internet
Programação mantida sob cautela
Apesar do susto, a direção da Exposete decidiu manter os shows anunciados para este sábado, a partir das 19h, com Zezé Di Camargo, Hugo & Guilherme e Rey Vaqueiro. A retomada será acompanhada por engenheiros, que estarão de plantão até o encerramento das atividades. Para domingo (6/9), estão confirmadas as apresentações de Natanzinho Lima, VH e Alexandre, Panda e Bia Frazzo.
Comunicação com o público
Ingressos continuam válidos, e quem preferir pode solicitar reembolso diretamente na bilheteria, informou a assessoria do evento. Telões internos também exibirão, antes dos shows, avisos sobre rotas de fuga, procedimento de evacuação e locais de atendimento médico.
Impacto econômico e imagem do evento
A Exposete movimenta hotéis, restaurantes e postos de gasolina de Sete Lagoas todos os anos. Um incidente desse porte, ainda que sem vítimas graves, ameaça comprometer a confiança de patrocinadores e do público. Comerciantes dizem temer queda no fluxo de turistas caso a repercussão negativa se prolongue. Já os organizadores prometem transparência total na apuração para restabelecer a credibilidade da festa, que faz parte do calendário cultural mineiro.
Reação das autoridades locais
A prefeitura divulgou nota em que cobra rigor absoluto na verificação das demais estruturas e oferece suporte às vítimas. A Secretaria Municipal de Saúde garantiu plantão estendido no hospital público até a conclusão do evento.
O que falta esclarecer
- Data de instalação e empresa responsável pela passarela que cedeu.
- Se houve sobrecarga além da capacidade máxima recomendada no momento do colapso.
- Quais normas técnicas foram utilizadas no projeto e na montagem.
- Prazo para liberação do laudo da Defesa Civil.
Enquanto essas respostas não chegam, a cena do desabamento permanece isolada com fitas de segurança, lembrando aos visitantes que a prioridade, antes de qualquer show, é garantir que diversão e proteção caminhem lado a lado.
