A equipe jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro comunicou nesta terça-feira (7) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a pistola Glock calibre 9 mm apontada pelo Exército como não localizada encontra-se apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
De acordo com os advogados, a arma — identificada no processo com o número de série BDFW477 — é a mesma retida pela PCDF no inquérito que investiga o armamento encontrado com um sargento da segurança de Bolsonaro durante uma abordagem policial. Segundo a defesa, a divergência surgiu apenas por uma diferença na grafia do número de série nos registros.
A manifestação foi protocolada depois de o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informar ao STF que não tinha em sua custódia duas armas listadas por Moraes: a pistola Glock e uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12. Os demais armamentos vinculados ao ex-presidente já haviam sido entregues à Polícia Federal.
Na decisão anterior, Moraes determinou que todas as armas relacionadas a Bolsonaro fossem recolhidas e remetidas à Polícia Federal, cobrando do Exército detalhes sobre o cumprimento da ordem.
Quanto à espingarda calibre 12, a defesa esclareceu em petição enviada na segunda-feira (6) que o armamento está no Rio Grande do Sul, motivo pelo qual não se encontrava na unidade militar de Brasília.
Imagem: Paulo Lopes
Com a nova comunicação, os advogados buscam comprovar que nenhuma das armas permanece sem localização e que as inconsistências decorrem apenas de falhas nos registros de identificação.
Com informações de O Globo
