Datafolha divulga hoje primeiro retrato da corrida presidencial após início da campanha

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    A expectativa para o primeiro termômetro do eleitorado depois da largada oficial da campanha termina na noite desta sexta-feira (21). O Instituto Datafolha finaliza e publica, após as 18h40, o primeiro levantamento de intenção de voto para a Presidência da República já sob as regras de propaganda em vigor, testando os 13 nomes que registraram candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

    Encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, o estudo também trará quatro cenários de eventual segundo turno, índices de rejeição a cada postulante e avaliação do governo Lula. A pesquisa entrevistou 2.058 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 18 e 20 de agosto, em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança, de 95% (registro no TSE: BR-04496/2026).

    O que o Datafolha vai revelar

    Além da fotografia do atual momento da disputa de primeiro turno, o instituto medirá o desempenho de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em quatro combinações de segundo turno: contra Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Os percentuais de rejeição de cada candidato, bem como as taxas de aprovação e desaprovação do governo federal, compõem o pacote de informações que será divulgado no início da noite.

    O estudo servirá como ponto de comparação obrigatória para as próximas semanas, já que o calendário eleitoral prevê debates, propaganda em rádio e TV e agendas de rua que podem alterar o humor do eleitorado até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

    Lista completa de candidatos testados

    Por ordem alfabética, os 13 nomes incluídos no questionário do Datafolha são:

    • Augusto Cury (Avante)
    • Clariana Barão (DC)
    • Edmilson Dias (PCB)
    • Flávio Bolsonaro (PL)
    • Hertz Dias (PSTU)
    • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
    • Pablo Marçal (PRTB)
    • Renan Santos (Missão)
    • Ronaldo Caiado (PSD)
    • Romeu Zema (Novo)
    • Rui Costa Pimenta (PCO)
    • Samara Martins (UP)
    • Wilson Grassi (Democrata)

    Caso particular: Pablo Marçal

    A presença de Pablo Marçal na lista chamou atenção porque o empresário foi inscrito de última hora pelo PRTB mesmo após ter sido declarado inelegível. O TSE ainda analisa o pedido de registro; enquanto não decide, a Corte proibiu Marçal de participar de debates, aparecer na propaganda de rádio e TV e receber recursos do fundo eleitoral ou partidário. Apesar das restrições, o Datafolha incluiu seu nome para aferir o grau de conhecimento e preferência do eleitorado.

    Metodologia e alcance do levantamento

    Os 2.058 entrevistados foram selecionados em 152 municípios, contemplando capitais, regiões metropolitanas e cidades do interior. A amostra reflete a distribuição de gênero, idade, nível de escolaridade, renda e localização geográfica do eleitorado brasileiro. Entrevistas presenciais ocorreram em pontos de fluxo, como praças, calçadões, terminais de transporte e portas de comércio.

    Com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, o resultado final pretende retratar a variação real que pode ocorrer no universo total de eleitores. Segundo o instituto, a cada cem levantamentos do mesmo porte e metodologia, 95 tendem a repetir números dentro dessa faixa de variação.

    Agenda intensa de pesquisas até a véspera da votação

    Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, os veículos do grupo Globo — g1, TV Globo, GloboNews, jornal O Globo e afiliadas — planejam divulgar 130 pesquisas nacionais e estaduais encomendadas ao Datafolha e à Quaest. Os estudos vão mapear o humor do eleitor em disputas pelos governos estaduais, Senado e Presidência, em ciclos quinzenais ou semanais, dependendo da proximidade da urna.

    O pacote robusto de sondagens pretende oferecer uma radiografia contínua das oscilações de voto, rejeição e avaliação de governo, de modo a subsidiar a cobertura jornalística e o debate público. Todas as amostras são registradas no TSE com antecedência, atendendo à Lei das Eleições.

    Relevância do primeiro retrato pós-arranque

    Especialistas em opinião pública lembram que pesquisas divulgadas logo após o início da campanha oficial costumam captar três fenômenos: consolidação ou dispersão de votos de candidatos já conhecidos, efeito imediato de exposição na mídia e impacto de alianças partidárias formalizadas nas convenções. Por isso, o levantamento desta sexta servirá como linha de base para medir ganhos ou perdas decorrentes da propaganda gratuita, que começa nos próximos dias.

    A corrida de 2026 apresenta um número elevado de postulantes — 13 ao todo —, algo que tende a fragmentar preferências no primeiro momento e aumentar a importância do segundo turno. A depender dos resultados, legendas e candidaturas de menor expressão podem ser levadas a discutir desistências ou federações informais para ganhar relevância no horário eleitoral.

    Como acompanhar a divulgação

    Os percentuais de intenção de voto serão publicados simultaneamente nos portais g1 e Folha de S.Paulo, além de boletins na GloboNews e nos telejornais da TV Globo. Após a publicação, analistas devem comentar os resultados e a variação em relação a pesquisas anteriores, como a mais recente da Quaest, divulgada na semana passada.

    Os detalhes técnicos completos — questionário aplicado, distribuição da amostra por região e faixas socioeconômicas — estarão disponíveis nos sites dos veículos que contrataram o estudo e no sistema de divulgação do TSE.

    Próximos passos na campanha

    A propaganda eleitoral em rádio e TV começa na próxima quarta-feira (26). Os debates entre presidenciáveis têm agenda prevista para o fim de agosto e setembro, dependendo da presença dos candidatos. No campo jurídico, o TSE avalia recursos de registro de candidatura, inclusive o de Pablo Marçal, e pedidos de impugnação por eventuais irregularidades.

    Com o primeiro Datafolha pós-arranque nas mãos, equipes de marketing irão ajustar estratégias, segmentar mensagens por público-alvo e reforçar agendas em estados onde a pesquisa apontar maior volatilidade. O cenário, no entanto, pode mudar semana a semana, e novas medições serão decisivas para confirmar tendências ou apontar inversões de curva até o dia da votação.

    Marcos do calendário eleitoral

    1. 26 de agosto: início da propaganda em rádio e TV;
    2. 28 de agosto a 30 de setembro: debates televisivos (datas variam por emissora);
    3. 3 de outubro: último dia para divulgação de pesquisas eleitorais;
    4. 4 de outubro: primeiro turno das eleições;
    5. 25 de outubro: segundo turno (se houver).

    A divulgação desta sexta-feira, portanto, não encerra a história: oferece apenas o primeiro quadro completo depois que os candidatos ganharam, oficialmente, acesso às ruas e às telas. Os próximos 45 dias dirão se a fotografia de hoje antecipa o filme ou se será apenas um frame em um roteiro de fortes reviravoltas.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.