Daniella Marques assume papel-chave na campanha de Flávio Bolsonaro e vira aposta para Ministério da Fazenda

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    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou, na sexta-feira, um vídeo com entrevista da ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, oficializando a entrada dela, há duas semanas, em sua pré-campanha ao Palácio do Planalto. A movimentação reforçou as especulações de que a executiva possa chefiar o Ministério da Fazenda – ou uma superpasta da Economia – caso o parlamentar vença o presidente Lula em outubro de 2026.

    Formada em Administração pela PUC-Rio, com MBA em Finanças pelo Ibmec, Daniella, 46 anos, foi braço-direito de Paulo Guedes na equipe econômica do ex-presidente Jair Bolsonaro. No mercado financeiro, é vista como profissional competente e com boa capacidade de articulação, embora agentes questionem sua experiência para formular política macroeconômica.

    Pontes com eleitoras e Faria Lima

    Flávio repete nas pesquisas a dificuldade do pai em atrair o voto feminino. O desentendimento público com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, na semana passada, ampliou a necessidade de reforçar a presença de mulheres ao seu redor. Daniella deve ajudar a elaborar propostas voltadas à autonomia financeira feminina, mobilidade social e enfrentamento à violência contra a mulher. Um evento dedicado a esse público está marcado para quarta-feira.

    Recém-filiada ao Republicanos, a ex-banqueira também aproximará o senador do mercado financeiro. A expectativa é que ela auxilie o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), na consolidação das diretrizes econômicas.

    Trajetória no governo e no setor privado

    Única mulher na equipe direta de Guedes, Daniella ocupou a Secretaria de Produtividade, Emprego e Competitividade antes de assumir a presidência da Caixa em junho de 2022, substituindo Pedro Guimarães após denúncias de assédio. Na instituição, lançou o programa “Caixa pra Elas” e expandiu a presença feminina na cúpula do banco.

    Com a derrota de Bolsonaro em 2022, ela retornou ao mercado e tornou-se sócia da gestora Legend em 2024. Licenciou-se da empresa dias antes de aderir ao projeto de Flávio.

    Disputa de nomes na economia

    Embora Daniella seja hoje o rosto econômico mais visível da campanha, integrantes da Faria Lima mencionam outros nomes considerados ideais para o posto, como Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, além de Roberto Campos Neto (ex-BC) e Gustavo Montezano (ex-BNDES). Mansueto descarta retornar à vida pública; Campos Neto atua no Nubank; Montezano é apontado como possível presidente do BC em 2028, se Flávio for eleito.

    Apesar das dúvidas, a proximidade de Daniella com Guedes e o fator de representatividade feminina pesam a favor de sua manutenção como figura central. Segundo ela, cumprir esse papel independe de cargo: “Se não tiver nenhum, estou feliz também, porque o Brasil mudou e tenho o respeito técnico e a confiança pessoal dele”, afirmou ao GLOBO.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.