PCB oficializa Edmilson Costa para a Presidência e defende controle estatal do sistema financeiro

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    O Partido Comunista Brasileiro entrou de vez na disputa pelo Palácio do Planalto ao homologar, na manhã deste sábado (1º), a chapa formada pelo economista Edmilson Costa e pela professora Cleusa Santos para Presidente e Vice-Presidente da República nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante convenção nacional realizada na Câmara Municipal de São Paulo, onde o partido também apresentou um programa que tem como eixo central a estatização do sistema financeiro e o fortalecimento do papel do Estado na economia.

    Além de lançar sua candidatura, o PCB aproveitou o encontro para detalhar propostas que incluem a criação de um Banco dos Trabalhadores, a suspensão imediata do pagamento da dívida pública e a reestatização de empresas estratégicas. O evento marcou ainda o lançamento de Carlos Machado ao governo paulista, Felipe de Oliveira Queiroz para a Vice-Governadoria e Petter Maahs da Silva ao Senado, consolidando a estratégia eleitoral da legenda para o pleito de outubro.

    Programa econômico com forte intervenção estatal

    Doutor em Economia pela Unicamp, Edmilson Costa defendeu a criação de um sistema financeiro integralmente público, articulado em torno de um “Banco dos Trabalhadores” que concentraria crédito e investimentos voltados ao desenvolvimento social. Para sustentar a proposta, o partido prega a estatização de bancos privados e a unificação das instituições sob controle governamental.

    Suspensão da dívida pública

    Outro ponto de destaque é a moratória da dívida interna e externa. Segundo Costa, a medida abriria espaço fiscal para expandir investimentos em saúde, educação e infraestrutura, áreas nas quais o partido pretende adotar gestão direta do Estado, sem concessões à iniciativa privada.

    Reestatização de empresas

    O PCB quer retomar para a órbita pública companhias consideradas essenciais, como as de energia, saneamento e transporte. O comando partidário avalia que as privatizações promoveram “perdas sociais” e defendem que setores estratégicos retornem à administração estatal para garantir tarifas baixas e universalização dos serviços.

    Controle sobre câmbio e comércio exterior

    A sigla propõe que o governo passe a fixar taxas de câmbio e a regular com rigor o fluxo de capitais. Na área tributária, planeja instituir alíquotas progressivas sobre patrimônio e grandes fortunas, enquanto reduz encargos que impactam o consumo popular.

    Reforma política e fim do Senado

    No campo institucional, o partido delineou um projeto de reorganização do Legislativo. A principal medida é a extinção do Senado Federal e a adoção de um modelo unicameral. Para o PCB, um Congresso com apenas uma casa aceleraria a tramitação de leis e reduziria despesas públicas.

    Participação popular

    O programa também prevê plebiscitos e referendos frequentes sobre decisões estratégicas, além de conselhos populares com poder deliberativo nas três esferas de governo. A ideia, segundo Cleusa Santos, é transformar “democracia representativa em democracia participativa”.

    Palanque paulista reforçado

    Paralelamente à convenção nacional, a legenda confirmou nomes para a disputa estadual em São Paulo. Professor da rede pública e militante sindical em Franca, Carlos Machado liderará a chapa ao governo. Ele ressaltou metas de reestatizar serviços essenciais, enfrentar desigualdades regionais e ampliar audiências públicas vinculantes para a elaboração do orçamento.

    Para a vice-governadoria, foi escolhido Felipe de Oliveira Queiroz, também da área da educação. Já o candidato ao Senado, Petter Maahs da Silva, defendeu a revogação do teto de gastos e a destinação de 10% da receita corrente líquida do estado para habitação popular.

    Sem candidaturas proporcionais

    Em decisão inédita, o PCB optou por não registrar concorrentes a deputado federal ou estadual. A direção argumenta que a escolha concentra esforços nas disputas majoritárias e permite canalizar recursos limitados para campanhas “pedagógicas”, voltadas a difundir o programa socialista.

    Calendário apertado até 15 de agosto

    As convenções partidárias, iniciadas em 20 de julho, compõem a fase obrigatória de homologação de candidaturas. Depois de definido o quadro, as siglas têm até 15 de agosto para protocolar os registros junto ao Tribunal Superior Eleitoral. A partir da formalização, Costa e Cl eusa passam a participar oficialmente dos debates, propaganda gratuita e demais eventos da corrida presidencial.

    Com a chapa depositada na Justiça Eleitoral, o PCB pretende organizar caravanas pelo país para apresentar seu programa e ampliar a visibilidade de Edmilson Costa, figura conhecida no meio acadêmico, mas ainda pouco exposta ao eleitorado em geral. A legenda avalia que o ambiente de insatisfação econômica pode abrir espaço para propostas mais radicais de intervenção estatal.

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    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.