Caiado segue disparado na aprovação estadual e Castro amarga pior índice, aponta Quaest

    0

    O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), sustenta a maior taxa de aprovação entre os dez estados avaliados pela Quaest em julho de 2026: 87% dos goianos aprovam sua gestão, contra apenas 7% que desaprovam. Na outra ponta, o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tornou-se o único a registrar saldo negativo – 28% de aprovação frente a 54% de reprovação, diferença desfavorável de 26 pontos.

    O levantamento, que comparou os números de julho com a rodada de abril, indica cenário relativamente estável na maior parte do país. A exceção continua sendo o Rio de Janeiro, onde a imagem de Castro se deteriora a cada pesquisa. A Quaest realizou entrevistas presenciais com eleitores em todo o período de 21 a 28 de julho, dentro de margens de erro de dois a três pontos percentuais e nível de confiança de 95% em cada estado.

    Panorama nacional da aprovação

    Goiás: liderança folgada de Caiado e bom início de Vilela

    • Ronaldo Caiado: aprovação subiu de 84% para 87%; desaprovação caiu de 11% para 7%.
    • Daniel Vilela (MDB), que herdou o cargo com a renúncia de Caiado para concorrer à Presidência, estreia com 64% de aprovação e 12% de reprovação.
    • Foram ouvidos 1.104 eleitores goianos entre 24 e 28 de julho.

    Paraná: Ratinho Júnior mantém segundo lugar

    • O governador Ratinho Júnior (PSD) aparece com 81% de aprovação, estável em patamar elevado desde o início da série.
    • A taxa positiva atravessa todos os grupos de renda, gênero, religião e orientação política.
    • Entrevistas realizadas com 1.104 paranaenses de 21 a 25 de julho.

    Pernambuco: Raquel Lyra registra maior avanço

    • A governadora Raquel Lyra (PSDB) saltou de 62% para 68% de aprovação, enquanto a reprovação desabou de 35% para 23%.
    • Desde agosto de 2025, seu saldo positivo subiu de 6 para 45 pontos.
    • Foram 900 entrevistas entre 22 e 26 de julho.

    Pará: Barbalho em alta; Ghassan busca se firmar

    • Helder Barbalho (MDB) encerrou o mandato com 66% de aprovação, três pontos acima de abril.
    • A sucessora e ex-vice, Hana Ghassan, é aprovada por 49% e reprovada por 21% dos paraenses.
    • O instituto ouviu 900 eleitores entre 21 e 25 de julho.

    São Paulo: desgaste gradual de Tarcísio de Freitas

    • O governador Tarcísio (Republicanos) se mantém com 55% de aprovação, mas distante dos 63% vistos em 2024.
    • Segundo a Quaest, 38% dos paulistas querem ajustes pontuais na gestão, 33% defendem mudança total e 26% desejam continuidade.
    • Foram 1.650 entrevistas de 23 a 27 de julho, margem de erro de 2 pontos.

    Bahia: Jerônimo Rodrigues chega forte à reeleição

    • Com 57% de aprovação, o petista tem maioria do eleitorado favorável à sua recondução: 52% consideram que ele “merece ser reeleito”.
    • Apesar disso, só 21% desejam que o próximo governador apenas mantenha o trabalho atual.
    • A Quaest ouviu 1.200 baianos entre 23 e 27 de julho.

    Ceará: gestão polarizada de Elmano de Freitas

    • O governador petista é aprovado por 52% e reprovado por 40%.
    • Entre eleitores lulistas, a aprovação salta a 77%; entre bolsonaristas, a desaprovação atinge 67%.
    • Pesquisa com 1.102 entrevistados de 24 a 28 de julho.

    Minas Gerais: estabilidade de Zema e desafio de Simões

    • Romeu Zema (Novo) repete 52% de aprovação e 41% de reprovação medidos em abril.
    • O sucessor Mateus Simões, no cargo desde a renúncia de Zema, inicia com 36% de aprovação.
    • Zema tem 80% de apoio entre bolsonaristas, mas enfrenta 55% de reprovação entre lulistas.
    • Foram 1.482 entrevistas entre 22 e 26 de julho.

    Rio Grande do Sul: sequência de queda para Eduardo Leite

    • A aprovação de Leite (PSDB) caiu de 51% para 48%, terceira queda consecutiva desde fevereiro, quando era 62%.
    • Entre lulistas, a taxa positiva chega a 64%; entre bolsonaristas, 68% reprovam.
    • Para 51% dos gaúchos, Leite não merece eleger um sucessor; 38% discordam.
    • O levantamento ouviu 1.104 eleitores gaúchos.

    Rio de Janeiro: Castro sofre maior deterioração; gestão interina é desconhecida

    • Cláudio Castro viu a aprovação despencar de 35% para 28% e a reprovação subir de 47% para 54% entre abril e julho.
    • Em seu melhor momento, novembro de 2025, chegara a 53% de aprovação.
    • O estado é hoje administrado provisoriamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto: 34% aprovam, 25% desaprovam e 41% não formaram opinião.
    • A Quaest entrevistou 1.200 fluminenses entre 21 e 25 de julho.

    O que explica a distância entre Caiado e Castro

    No caso goiano, analistas da Quaest apontam uma combinação de entregas na saúde e na segurança pública, além do discurso de continuidade encampado por Daniel Vilela, fatores que consolidaram a imagem de Caiado mesmo após a saída do cargo. Já no Rio, a sequência de denúncias que culminaram na cassação de Castro por abuso de poder é apontada como principal motivo da rápida erosão de sua popularidade.

    A comparação mostra que governadores bem avaliados apresentam saldo positivo consistente e, em geral, transferem parte desse capital a seus sucessores imediatos. Onde há crise política ou judicial, como no Rio, o desgaste se impõe com força, ainda que um substituto neutro ocupe o Palácio Guanabara. O cenário, portanto, oferece pistas sobre a corrida eleitoral de 2026 em cada unidade da federação.

    {internal_links}

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.