Renan Santos aparece entre 3% e 7,6% nas primeiras pesquisas para 2026

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    Renan Santos, pré-candidato do partido Missão, inicia a corrida presidencial de 2026 em posição secundária, mas já consegue aparecer em todos os levantamentos divulgados no fim de agosto. A pontuação do estreante varia de 3% a 7,6% no primeiro turno, a depender do instituto, e fica bem abaixo dos percentuais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), que lideram todos os cenários testados.

    Nas simulações de segundo turno, o postulante do Missão também se mantém distante: perderia para Lula com diferença entre 9 e 21 pontos percentuais. Apesar disso, sua presença constante nas pesquisas indica que o nome começa a ganhar conhecimento público antes mesmo do calendário oficial de campanha.

    Oscilações no primeiro turno

    Atlas/Intel: melhor resultado até agora

    No levantamento Atlas/Intel, realizado entre 25 e 30 de agosto com 5.014 entrevistas por recrutamento digital aleatório, Renan Santos cravou 7,6% na disputa estimulada de primeiro turno. O instituto apontou Lula com 43,4%, Flávio Bolsonaro com 33,7% e Augusto Cury (Avante) com 7,8%. Na sequência vieram Ronaldo Caiado (PSD) com 3,3%, Pablo Marçal (PRTB) 1,9%, Romeu Zema (Novo) 1% e outros nomes que ficaram abaixo de 1%.

    Mesmo distante dos dois líderes, o resultado da Atlas/Intel revela o teto atual de Santos: no cenário mais favorável, ele se coloca à frente de quadros tradicionais, como Zema, e empata tecnicamente com Cury, considerando a margem de erro de um ponto percentual.

    BTG/Nexus: estabilidade em 3%

    Contratado pelo banco BTG Pactual, o instituto Nexus pesquisou 2.005 eleitores por telefone entre 28 e 30 de agosto. Em dois cenários estimulados de primeiro turno, Santos marcou 3%. Na primeira versão, Lula lidera com 39% e Flávio Bolsonaro vem logo atrás com 33%. Já Augusto Cury aparece com 11% e Ronaldo Caiado com 5% antes de Renan Santos.

    No segundo cenário testado, que inclui Pablo Marçal — citado como possivelmente inelegível —, Lula desce a 37% e Flávio a 31%, mas Renan mantém os mesmos 3%. A repetição do número reforça a leitura de que, na pesquisa BTG/Nexus, o capital eleitoral do candidato do Missão ainda é limitado e não sofre interferência relevante de mudanças no leque de concorrentes.

    PoderData/Aya: empate triplo em 4%

    O PoderData, em parceria com a Aya, entrevistou 2.400 pessoas por telefone entre 23 e 26 de agosto. Neste recorte, Renan Santos aparece com 4%, a mesma taxa atribuída a Augusto Cury e a Ronaldo Caiado. A disputa é novamente liderada por Lula (38%) e Flávio Bolsonaro (35%). O levantamento cobre 555 municípios e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais, o que coloca o trio (Santos, Cury e Caiado) tecnicamente empatado.

    Desempenho em perguntas espontâneas

    Nos dados espontâneos — quando o eleitor diz em quem pretende votar sem lista prévia de nomes —, apenas o BTG/Nexus coletou menções significativas a Renan Santos. Ele somou 2%, contra 37% de Lula, 30% de Flávio Bolsonaro e 8% de Augusto Cury. Embora inferior aos percentuais obtidos na modalidade estimulada, o número indica que parte do eleitorado já associa o nome de Santos à disputa, aspecto relevante para quem busca consolidar imagem nacional.

    Simulações de segundo turno

    Atlas/Intel

    Quando a Atlas/Intel opõe Santos diretamente a Lula, o petista vence por 47,5% a 26%. Indecisos, brancos e nulos somam 26,6%. A desvantagem de 21,5 pontos revela a distância a ser percorrida pelo candidato do Missão para se tornar competitivo na fase final da disputa.

    BTG/Nexus

    No recorte do BTG/Nexus, Lula alcança 47% e Renan 38%, diferença de nove pontos. Embora menor que a verificada na Atlas/Intel, a vantagem continua confortável para o atual presidente. O contingente de eleitores que pretende anular ou não comparecer chega a 14%, e apenas 1% declarou não saber em quem votar.

    Nas mesmas pesquisas, Lula oscila entre seis e um ponto de vantagem sobre Flávio Bolsonaro e sobre Caiado, sinalizando disputa apertada entre esquerda e direita tradicional. Já contra Renan, o petista abre folga maior, o que ajuda a explicar a avaliação de analistas de que o novato ainda carece de voto consolidado fora de nichos específicos.

    Metodologia e margem de erro

    Cada instituto seguiu protocolos diferentes:

    • Atlas/Intel – 5.014 entrevistas on-line com margem de erro de 1 p.p. e registro BR-07972/2026.
    • BTG/Nexus – 2.005 entrevistas telefônicas com margem de erro de 2 p.p., contratado pelo BTG Pactual, registro BR-08900/2026.
    • PoderData/Aya – 2.400 entrevistas telefônicas em 555 municípios com margem de erro de 2 p.p., registro BR-04974/2026.

    Apesar das diferenças de amostragem e de coleta, os três levantamentos compartilham intervalo de confiança de 95% e foram realizados no mesmo período, o que facilita a comparação dos resultados.

    Efeito sobre a campanha do Missão

    O desempenho modesto, mas presente, de Renan Santos confere ao Missão a primeira oportunidade real de participação em debates nacionais desde a fundação da sigla. A aparição em todos os principais institutos sugere que o partido atenderá a critérios mínimos de convites para sabatinas e propagandas, embora precise ampliar musculatura para ultrapassar a barreira dos 5% dos votos válidos exigida por coligações maiores.

    Diante disso, estrategistas da legenda comemoram cada ponto obtido, tratando o patamar de 7,6% na Atlas/Intel como demonstração de potencial de crescimento. Ao mesmo tempo, os 2% registrados na menção espontânea servem de alerta: transformar curiosidade em intenção firme de voto será o maior desafio da pré-campanha.

    Próximos passos

    Com as janelas partidárias e as convenções marcadas para meados de 2026, Renan Santos deve intensificar viagens por regiões onde obtém melhor recall digital, conforme sugerem analistas que acompanham o movimento do Missão dentro e fora das redes sociais. A meta declarada pelo comando da sigla é estabilizar o candidato acima de 5% em todos os institutos até o primeiro trimestre do ano eleitoral, índice que garantiria tempo de rádio e TV mais robusto e acesso a recursos públicos de campanha em volume considerável.

    Se conseguirá converter presença estatística em competitividade efetiva, ainda é cedo para prever. No atual estágio, porém, os números confirmam que Renan Santos entrou no radar da população e terá lugar nas mesas de negociação e debate que moldarão a disputa de 2026.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.