Queda em tanque desativado: jovem de 18 anos é resgatada em Jaguaquara, sudoeste da Bahia

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    Uma operação do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia evitou uma tragédia em Jaguaquara, no sudoeste do estado, na noite de segunda-feira (27). A estudante Taila Gonçalves Couto, de 18 anos, estava desaparecida havia horas quando foi localizada pela avó dentro de um tanque de concreto com aproximadamente cinco metros de profundidade, instalado em um terreno pertencente ao Colégio Taylor Egídio, no bairro de Muritiba.

    O reservatório, construído pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) e hoje fora de uso, não continha água. Mesmo assim, a queda resultou em ferimentos: a jovem sofreu cortes em um dos pés e escoriações pelo corpo. Após ser içada pelos bombeiros, ela recebeu atendimento inicial no Hospital Municipal de Jaguaquara e, em seguida, foi transferida para o Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié. O estado de saúde não foi divulgado.

    Acidente mobiliza bombeiros e moradores

    De acordo com informações obtidas pela TV Sudoeste, afiliada da TV Bahia, familiares notaram a ausência de Taila no fim da tarde. Buscas foram iniciadas na vizinhança e, já à noite, a avó da jovem ouviu pedidos de socorro vindos do interior do tanque. Como o acesso ao reservatório é restrito e a altura das paredes ultrapassa facilmente a estatura de um adulto, a família acionou o número de emergência 193, que direcionou uma equipe especializada de salvamento terrestre ao local.

    Os bombeiros utilizaram cordas e equipamentos de ancoragem para descer até a vítima. A retirada levou poucos minutos, mas exigiu cuidados médicos imediatos por causa dos cortes causados por materiais expostos no fundo do tanque. Na superfície, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estabilizaram a jovem antes do transporte até a unidade de saúde municipal.

    Ferimentos e transferência para Jequié

    No Hospital de Jaguaquara, Taila passou por exames de imagem e sutura no pé ferido. A decisão de transferi-la a Jequié, a cerca de 50 quilômetros de distância, foi tomada para garantir avaliação ortopédica mais completa e verificar possíveis lesões internas decorrentes da queda. Até o fechamento desta edição, a direção do Hospital Geral Prado Valadares não havia atualizado o boletim médico.

    Responsabilidade sobre o terreno

    O tanque integra uma área que, segundo a prefeitura de Jaguaquara, foi construída originalmente pela Embasa durante obras de abastecimento. Com a mudança de finalidade, a posse do terreno passou para o Colégio Taylor Egídio. Em nota enviada à TV Sudoeste, a instituição de ensino declarou solidariedade à família da vítima, comprometeu-se a isolar o reservatório de forma imediata e enviou técnicos ao local para vistoria e emissão de laudo de segurança.

    “Assumimos o compromisso de proteger as famílias que residem no entorno do terreno e tomaremos todas as providências para evitar novos incidentes”, informou a direção do colégio. O g1 tenta contato com a Embasa para esclarecer se o reservatório desativado ainda integra seu patrimônio ou se a transferência foi concluída em definitivo.

    Interdição emergencial

    Enquanto a discussão sobre a titularidade segue, a prefeitura acompanhou a equipe técnica do colégio na colocação de tapumes, placas de advertência e cadeados nas entradas do terreno. A medida é considerada provisória. Nos próximos dias, será elaborado um plano de aterramento ou cobertura, a depender do parecer dos engenheiros civis que analisam a estrutura do reservatório.

    Histórico de tanques desativados na região

    Embora não haja registros recentes de acidentes semelhantes em Jaguaquara, tanques e poços desativados representam risco constante em áreas urbanas do interior baiano. Muitos foram construídos décadas atrás para armazenamento de água de chuva ou distribuição comunitária e, após a expansão da rede pública, ficaram sem uso. Sem manutenção, esses reservatórios se transformam em armadilhas, especialmente para crianças e adolescentes que circulam em terrenos baldios.

    O Corpo de Bombeiros recomenda que proprietários ou responsáveis por estruturas desse tipo mantenham tampas resistentes, grades de proteção e sinalização visível. Em caso de queda, o procedimento padrão envolve acionar imediatamente os serviços de emergência, evitar entrada de pessoas despreparadas no local e fornecer informações precisas sobre profundidade e condições do reservatório.

    Acompanhamento médico e assistência social

    Amigos e parentes de Taila informaram que a jovem segue consciente e se comunica normalmente, apesar do susto. A Secretaria de Assistência Social de Jaguaquara ofereceu apoio psicológico à família, abalada pelo desaparecimento repentino e pela dramaticidade do resgate. O órgão também acompanha as tratativas para que as despesas médicas decorrentes do acidente sejam arcadas pelos responsáveis pelo terreno.

    Próximos passos

    • Conclusão do laudo técnico sobre a estrutura do tanque;
    • Definição de medidas permanentes de segurança no local;
    • Esclarecimento oficial sobre a transferência de posse entre Embasa e Colégio Taylor Egídio;
    • Divulgação do boletim médico atualizado da paciente.

    O caso reacende o debate sobre a responsabilidade de instituições públicas e privadas na manutenção de equipamentos desativados que permaneceram dentro do perímetro urbano. Enquanto isso, moradores do bairro de Muritiba cobram fiscalização mais rígida e ações educativas voltadas para a prevenção de acidentes em áreas aparentemente abandonadas.

    Neste momento, a prioridade das autoridades é garantir a completa recuperação de Taila Gonçalves Couto e transformar o episódio em ponto de partida para uma política local de mapeamento e eliminação de riscos semelhantes.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.