Dirigentes do Partido dos Trabalhadores aguardam para esta semana uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) que deve encaminhar a escolha do palanque petista em Minas Gerais.
A indefinição no segundo maior colégio eleitoral do país é vista dentro da legenda como o principal entrave da pré-campanha presidencial de Lula. Lideranças defendem aceleração das negociações, lembrando que as convenções estaduais se aproximam e, historicamente, o candidato que vence em Minas tende a conquistar o Planalto.
Convite a Patrus
Nos últimos dias, Patrus foi sondado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e pela presidente do diretório mineiro, Leninha, para disputar o Palácio da Liberdade. Ficou acordado que ele e Lula conversariam pessoalmente, possivelmente até sexta-feira.
Ex-prefeito de Belo Horizonte na década de 1990 e ministro do Desenvolvimento Social nos dois primeiros mandatos de Lula — período em que ajudou a implantar o Bolsa Família —, Patrus, 74 anos, pretendia buscar nova reeleição à Câmara. A direção petista, porém, vê seu nome como opção competitiva ao governo estadual.
Planos anteriores fracassaram
Lula trabalhava inicialmente para ter o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) como candidato, mas o senador sinalizou que deixará a vida pública ao término do mandato, em dezembro. Após a negativa, o PT cogitou o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e o ex-presidente da Fiesp Josué Gomes (PSB); as conversas não avançaram.
No fim de junho, em reunião no Palácio da Alvorada, Lula autorizou que o partido lançasse candidatura própria. O nome favorito era o da ex-prefeita de Contagem Marília Campos, que recusou a proposta para manter sua pré-candidatura ao Senado e criticou abertamente a estratégia.
Imagem: Lula Marques
Avaliação interna
Segundo dirigentes estaduais, Patrus dispõe de bom grau de conhecimento entre os eleitores e, em pesquisas internas, aparece com índices semelhantes aos de Marília. Em 2022, o deputado foi reconduzido à Câmara com 87.893 votos.
Petistas acreditam que, diferentemente de Marília, Patrus tende a aceitar o pedido de Lula. A definição da chapa mineira é considerada urgente para alinhar o discurso nacional e estadual antes do início oficial da campanha.
Com informações de O Globo