O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em entrevista ao Flow Podcast, que já não possui qualquer relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Questionado sobre o vídeo em que Michelle o critica publicamente, declarou ter optado por não assistir ao material “para não se contaminar”.
Segundo o parlamentar, a decisão reflete “bom senso” e fidelidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem chamou de “líder”. Flávio negou ter pressionado a ex-primeira-dama a participar ou a se afastar da campanha municipal que conduz no Rio de Janeiro. “As portas estão abertas para quem quiser se engajar de corpo e alma contra o inimigo do Brasil, que é o atual governo”, afirmou.
Produção do filme “Dark Horse”
Durante a entrevista, o senador abordou a produção do longa-metragem “Dark Horse”. Ele contou que a filmagem foi transferida para os Estados Unidos, com elenco estrangeiro, por receio de que o Supremo Tribunal Federal (STF) pudesse barrar o projeto no Brasil. Flávio disse que o ator Jim Caviezel quase desistiu do papel por temer retaliações e citou o exílio de Eduardo Bolsonaro nos EUA como um dos fatores de preocupação.
O pré-candidato confirmou ter ajudado na captação de recursos e relatou que sua aproximação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ocorreu antes de o empresário virar alvo de investigação por fraudes financeiras. Conforme Flávio, as negociações tiveram início em dezembro de 2024, quando ainda não havia indícios públicos de irregularidades. “Foi um contrato privado, para um filme privado, sem contrapartida pública”, declarou.
Críticas ao STF e ao TSE
Flávio Bolsonaro também acusou os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino de usar a Primeira Turma do STF como um “atalho” para enfraquecer o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e influenciar o processo político em favor do PT. O senador disse que a Corte tem relativizado a imunidade parlamentar, citando a condenação de seu irmão Eduardo Bolsonaro por declarações na tribuna.
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Para o parlamentar, há tratamento desigual entre oposicionistas e aliados do governo federal: operações de busca e apreensão teriam sido direcionadas a críticos por “irregularidades menores”, enquanto casos de corrupção do lado governista receberiam, segundo ele, postura mais branda da Justiça.
Impeachment como pauta central em 2026
Ao comentar a inelegibilidade de Jair Bolsonaro, classificada por ele como “farsa”, Flávio defendeu que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes seja o tema principal para eleitores conservadores nas eleições ao Senado em 2026. O senador aposta em uma bancada de centro-direita mais numerosa para levar adiante o processo. “O desequilíbrio de poderes é tão grande que precisamos de senadores dispostos a enfrentar essa pauta”, concluiu.
Com informações de O Globo