A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, declarou nesta segunda-feira (13) que as acusações de que seria “gastadeira” em viagens internacionais têm origem em “misoginia”. Em entrevista conjunta à Folha de S.Paulo e ao UOL, ela justificou deslocamentos antecipados ao exterior e explicou que se hospeda em embaixadas brasileiras e utiliza a classe executiva por questões de segurança e logística.
“Procuro me hospedar em embaixada por segurança e viajo de executiva porque há regramentos que preciso seguir”, afirmou. “Essa história de gastadeira é misoginia pura que circula nas redes sociais.”
Janja mantém gabinete no Palácio do Planalto e passou a publicar diariamente sua agenda oficial após questionamentos sobre transparência. Segundo ela, trata-se da primeira vez que o país tem uma primeira-dama “que trabalha efetivamente”. “Vou todos os dias ao Planalto, faço reuniões, agendas e viagens a trabalho. A sociedade e a imprensa não estavam acostumadas com isso”, disse.
Na entrevista, a primeira-dama comparou sua atuação à da antropóloga Ruth Cardoso, que ocupou o posto durante os mandatos de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Janja afirmou enfrentar “preconceito de classe” por não ter origem em família rica. “Venho de família pobre. Fiz universidade pública trabalhando e não optei por mestrado ou doutorado. Sempre preferi atuar diretamente com a comunidade.”
A conversa também abordou a relação pessoal com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Janja elogiou a forma física do marido, exibida em vídeos de exercícios, e contou ter pedido beijos de “no mínimo seis segundos” ao se despedirem ou cumprimentarem-se.
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
As declarações ocorreram em Brasília durante a entrevista publicada nesta segunda-feira.
Com informações de O Globo
