Carro lança-se contra barreira e faz teto de pedágio desabar na SP-340; motorista morre e sete escapam ilesas

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    O colapso da cobertura de uma praça de pedágio na Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros (SP-340), em Campinas, espalhou estilhaços de concreto e metal pouco antes das 10h de domingo (26). O estrondo foi provocado por um automóvel que, em alta velocidade, atingiu a barreira lateral de proteção, “voou” sobre duas cabines e despencou sobre o telhado, derrubando uma estrutura de seis metros de altura. O motorista, de 24 anos, foi socorrido em estado grave, mas não resistiu.

    Sete pessoas que aguardavam para pagar a tarifa nos veículos atingidos pelos escombros escaparam sem ferimentos, mas relataram pânico e descrença diante do cenário de destruição. “Parecia uma explosão”, resumiu um dos condutores minutos depois do resgate, ainda com o carro coberto por óleo e destroços.

    Dinâmica do impacto

    Imagens de câmeras de segurança mostram o automóvel deixando a pista principal e avançando pela faixa de serviço, área que antecede as cabines. Sem frear, o veículo acerta a mureta de concreto, ganha impulso e é arremessado contra o topo da construção. A sequência durou poucos segundos e bastou para que o telhado ruísse sobre duas pistas centrais, interrompendo completamente o trânsito no quilômetro 123 da SP-340.

    Logo após o choque, o carro capotou e parou ao lado das cabines. A força do impacto espalhou óleo, peças da lataria e fragmentos de concreto por vários metros, obrigando a concessionária Renovias a interditar o trecho para limpeza e retirada de material comprometido.

    Velocidade e ponto de colisão

    Embora ainda não haja laudo oficial, peritos da Polícia Científica avaliam que o motorista trafegava muito acima do limite permitido na aproximação do pedágio, fixado em 40 km/h. O ponto de impacto na barreira indica trajetória praticamente reta, sem qualquer tentativa de desvio. Os pneus não deixaram marcas de frenagem significativas no asfalto.

    Socorro e morte do motorista

    Equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária chegaram em poucos minutos. O motorista foi retirado das ferragens com politraumatismos e levado ao Hospital Municipal de Jaguariúna. Mesmo estabilizado na ambulância, sofreu piora do quadro nas primeiras horas de internação e morreu ainda no domingo. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Campinas para exames necroscópicos.

    Com a confirmação do óbito, a Polícia Civil registrou a ocorrência como homicídio culposo na direção de veículo automotor, por não haver indícios de intenção. A investigação agora busca determinar fatores que possam ter contribuído para a perda de controle, como excesso de velocidade, falha mecânica ou eventual ingestão de álcool.

    Relatos de quem aguardava na fila

    O funcionário público José Sampaio, primeiro da fila em uma das cabines manuais, entregava o cartão de pagamento quando sentiu o solavanco. “De repente, tudo balançou e o teto despencou sobre o capô. Vi o outro carro literalmente passar por cima”, descreveu. O óleo derramado formou uma película escorregadia ao redor do veículo, dificultando a saída dos ocupantes.

    Na pista vizinha, o auxiliar administrativo José Demétrio viajava com a esposa e o filho. O estrondo, segundo ele, soou “como dinamite”. Assim que partes do telhado começaram a ceder, gritou para a família abandonar o automóvel. “Foi tudo muito rápido. Quando percebemos, pedaços de concreto já batiam no vidro e no teto. Saímos correndo”, relatou.

    Abalo psicológico

    Apesar de não terem lesões, as sete pessoas envolvidas receberam atendimento de primeiros socorros pela equipe da Renovias, que ofereceu encaminhamento para avaliação psicológica. Testemunhas permaneceram no local para prestar depoimento à Polícia Rodoviária e ajudar na reconstrução da dinâmica.

    Investigação policial

    O inquérito tramita no 4º Distrito Policial de Campinas. O delegado responsável aguarda laudos da perícia técnica e o resultado do exame toxicológico do motorista para avançar nas conclusões. Caso sejam apontadas falhas na sinalização ou na barreira de concreto, a concessionária também poderá ser chamada a prestar esclarecimentos.

    Especialistas ouvidos preliminarmente descartam, por ora, defeito estrutural anterior, já que o teto cedeu apenas após impacto de grande magnitude. A concessionária afirma que a praça de pedágio passou por manutenção preventiva em junho, incluindo vistoria da cobertura.

    Reconstrução e operação temporária

    Na manhã de segunda-feira (27), a praça voltou a funcionar parcialmente. Três cabines manuais e três automáticas foram liberadas, enquanto outras quatro permaneceram interditadas por questões de segurança. Técnicos avaliam a estabilidade dos pilares remanescentes e planejam instalar suportes provisórios antes de iniciar a obra definitiva.

    Segundo a Renovias, uma vistoria detalhada medirá o dano estrutural e estimará o custo da reconstrução. Ainda não há prazo para conclusão, mas a concessionária diz trabalhar para restabelecer a capacidade plena “o mais rápido possível, sem comprometer a segurança dos usuários”. Durante a interdição parcial, painéis eletrônicos na rodovia orientam motoristas a reduzir a velocidade e manter distância entre veículos para evitar filas bruscas.

    Fluxo de tráfego e rotas alternativas

    Até a liberação total, a concessionária recomenda que condutores com destino a Jaguariúna ou Mogi Mirim saiam com antecedência ou considerem o desvio pela SP-332 (Dom Pedro I), acessando posteriormente a SP-107. A orientação segue válida, sobretudo nos horários de pico, quando a movimentação de veículos leves e de carga aumenta na região de Campinas.

    Impacto econômico ainda indefinido

    Além do custo da obra, contabilizam-se perdas em arrecadação pelos dias de capacidade reduzida e despesas emergenciais com remoção de escombros, sinalização provisória e reforço no efetivo de atendimento. A concessionária informou que apresentará relatório à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). Caso seja comprovada a responsabilidade exclusiva do motorista, a legislação permite ação regressiva para ressarcimento.

    Enquanto a reconstrução não começa, a cobertura improvisada com lonas protege as cabines liberadas. Funcionários trabalham em regime de rodízio e utilizam equipamentos de proteção adicional por causa de partículas em suspensão ainda presentes no local.

    Quadro geral do trânsito na rodovia

    Mesmo com a interdição parcial, o volume de tráfego na região de Campinas não sofreu congestionamentos prolongados até o início da tarde de segunda. A Polícia Rodoviária e o centro de controle operacional da concessionária monitoram a fluidez por meio de câmeras e painéis de mensagem variável, prontos para acionar desvios caso o fluxo aumente.

    Motoristas que passarem pelo pedágio nos próximos dias devem redobrar a atenção à sinalização temporária, manter velocidade compatível e evitar manobras bruscas na aproximação das cabines operantes.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.