Caiado atribui a Lula e Flávio Bolsonaro culpa por tarifa extra de 25% dos EUA

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    O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD-GO) declarou nesta quinta-feira (16) que tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contribuíram para o agravamento da nova taxação de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    Em mensagens publicadas nas redes sociais, o ex-governador de Goiás afirmou que o governo federal falhou na interlocução com Washington e que a postura dos adversários políticos dificultou a busca de uma saída negociada. “O que está em jogo é a sobrevivência de setores inteiros da economia. Com 25% a mais de tarifa, que pode chegar a 37,5% somada a outras sobretaxas, indústria, agro e serviços digitais brasileiros perdem competitividade da noite para o dia”, escreveu.

    Medida entra em vigor em 22 de julho

    A sobretaxa foi confirmada na quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A decisão resultou de investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, dispositivo que permite a Washington retaliar práticas consideradas desleais.

    Crítica ao pedido de adiamento

    No dia anterior, Caiado já havia reagido ao tema. Ele atacou o pedido feito por Flávio Bolsonaro, em audiência nos EUA, para que a tarifa fosse adiada até depois das eleições brasileiras. “Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto”, disse o pré-candidato, que também cobrou a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica como resposta.

    Outros presidenciáveis se manifestam

    O governador de Minas Gerais e também pré-candidato Romeu Zema (Novo-MG) divulgou nota condenando o aumento tarifário. Segundo ele, a medida é protecionista, prejudica a indústria brasileira e foi facilitada por erros de condução do governo Lula, embora “não se justifique”.

    Renan Santos (Missão-SP), outro nome na disputa presidencial, responsabilizou simultaneamente o presidente e a família Bolsonaro. Em vídeo e comunicado, acusou ambos de priorizar interesses eleitorais. Para Renan, o Brasil deixou de usar reservas de terras raras como moeda de negociação e “terminou de joelhos” diante de Washington.

    Para Caiado, a escalada da disputa reforça o custo da polarização. “Lula não consegue dialogar e o outro candidato está preocupado com a eleição, não com o Brasil. A polarização está saindo muito cara para as famílias e para o país”, afirmou.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.