Briga por suplências de Tebet e Marina cria novo foco de tensão na coligação de Haddad em SP

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    O acerto sobre quem ocupará as suplências das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) virou tema central de disputa entre os partidos que compõem a chapa de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo. O impasse ganhou força após pesquisas apontarem bom desempenho das ex-ministras e diante da possibilidade de ambas assumirem ministérios caso Luiz Inácio Lula da Silva conquiste um quarto mandato à frente da Presidência.

    Sem definição até o momento, as conversas se intensificam entre PT, PSB, PSOL, PDT, PV e PCdoB, siglas que ampliam o tempo de propaganda de Haddad. Diferentemente da escolha dos cabeças de chapa — resolvida após intervenção direta de Lula que deslocou Márcio França (PSB) para a vice — a expectativa é de que o debate sobre suplentes fique sob coordenação de Haddad e de seu núcleo de campanha.

    Disputa na vaga de Tebet

    No caso de Simone Tebet, a tendência é de que o PT reivindique a primeira suplência, posto que assume o mandato em eventual afastamento da titular. O argumento petista é reequilibrar forças, já que a legenda conta apenas com Haddad na linha majoritária, enquanto o PSB teria Tebet e França.

    As negociações estão a cargo do presidente estadual do PT, deputado federal Kiko Celeguim. Entre os nomes cotados pelo partido aparecem os advogados Laio Morais — ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda — e Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e integrante da campanha presidencial de Lula.

    Dentro do PSB, o diretório paulista, comandado pelo deputado estadual Caio França, também pleiteia a suplência. Sem adiantar indicações, aliados mencionam o ex-prefeito de Barueri Rubens Furlan e a professora Lúcia França, esposa de Márcio França. Interlocutores próximos a Haddad, porém, veem dificuldade jurídica para Furlan, que pode ter a candidatura impugnada devido a condenação eleitoral em 2024.

    Negociação ao lado de Marina

    Para Marina Silva, a primeira suplência é disputada por PSOL — federado com a Rede — e PDT, com PV e PCdoB em segundo plano. Nesta semana, o presidente do PDT, Carlos Lupi, reuniu-se com Marina e sugeriu o nome de Antônio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros. Outra alternativa considerada nos bastidores é o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri, que havia sido cogitado como reserva de Tebet.

    No PSOL, surgiram como opções o ex-dirigente nacional Juliano Medeiros, o deputado federal Ivan Valente e a professora Silvia Ferraro. A definição deve ocorrer mais perto das convenções partidárias.

    Cenário eleitoral em São Paulo

    A disputa estadual está polarizada. De um lado, a coligação de direita é encabeçada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), com Felício Ramuth (MDB) na vice e os candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP). Do outro, a aliança de esquerda reúne Fernando Haddad (PT) para o governo, Márcio França (PSB) na vice e as postulantes ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

    As articulações sobre suplências devem seguir até a oficialização das chapas, prevista para as convenções partidárias de julho, mantendo acesa a disputa interna por espaço na eventual vitória da coligação petista.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.