Flávio Bolsonaro resiste a rever acordo no Ceará e busca reaproximação com Michelle em outras frentes

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    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não pretende desfazer a costura política que o PL montou no Ceará, apesar da crise desencadeada com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Aliados do pré-candidato à Presidência avaliam que qualquer entendimento entre os dois terá de ser construído em outras áreas, para evitar que um recuo seja interpretado como sinal de fragilidade.

    A divergência veio à tona após Michelle defender que a vereadora Priscila Costa (PL-CE), vice-presidente nacional do PL Mulher, ocupasse uma das vagas ao Senado na chapa cearense. O diretório estadual, porém, avançou em direção a uma composição que inclui o deputado André Fernandes (PL-CE) e setores ligados ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), provocando o rompante público da ex-primeira-dama.

    Reuniões para pacificar a disputa

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, marcou para esta terça-feira (30) uma reunião com Michelle na sede nacional do partido, em Brasília. O encontro faz parte da ofensiva para estancar a crise e preparar um diálogo direto entre a ex-primeira-dama e o enteado ainda nesta semana, movimento que depende do aval da própria Michelle.

    Nos bastidores, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) atua como ponte entre as partes. A expectativa é que, se o clima melhorar, Michelle participe de uma agenda organizada por Flávio com lideranças femininas conservadoras — audiência considerada essencial diante da dificuldade do senador em avançar entre eleitoras, segundo pesquisas internas.

    Orientação de Bolsonaro e impacto familiar

    No fim de semana, Flávio visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Bolsonaro recomendou ao filho que buscasse conciliação. Segundo interlocutores, o ambiente familiar continuava tenso no sábado, evidenciando a urgência de um acordo político para evitar novos desgastes.

    Possíveis concessões

    Integrantes da campanha admitem que apenas um pedido de desculpas não encerrará o impasse. A avaliação é que Michelle, que ainda não decidiu se concorrerá ao Senado, pode exigir maior espaço em decisões estratégicas, indicações eleitorais ou, futuramente, participação em um eventual governo Flávio.

    Raiz do conflito

    A crise ganhou repercussão nacional após Michelle divulgar, na semana passada, um vídeo de 26 minutos em que acusa Flávio de desrespeitá-la e aponta ataques “coordenados” dos enteados nas redes sociais. Para aliados do senador, voltar atrás no acordo cearense depois da gravação significaria admitir pressão pública sobre escolhas internas.

    Por enquanto, Flávio mantém a aliança local com o grupo de Ciro Gomes, enquanto trabalha para oferecer a Michelle novas frentes de participação que permitam à campanha superar a turbulência sem romper a estratégia eleitoral traçada no Ceará.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.