Ingrid Guimarães e Mônica Martelli lideram estreias com a comédia “Minha Melhor Amiga”

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    A cumplicidade de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, amigas fora das telas há mais de duas décadas, chega aos cinemas em “Minha Melhor Amiga”, principal estreia desta quinta-feira (3). A produção brasileira acompanha a dupla em uma viagem tumultuada pela Europa, costurando humor e crises de meia-idade quando as personagens descobrem o ninho vazio depois que as filhas partem para um intercâmbio em Portugal.

    O circuito também ganha o premiado documentário “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”, eleito melhor filme de não ficção no último Festival de Gramado, além de dramas históricos, terror e títulos independentes que dialogam com diferentes estilos. Em São Paulo, o Cinesesc abre a mostra Amor ao Cinema, que exibe 52 obras — de clássicos de Fritz Lang a inéditos de Mark Cousins — combinando sessões gratuitas e pagas até 26 de setembro.

    Comédia brasileira investe na química de longa data

    Dirigido por Susana Garcia, “Minha Melhor Amiga” (122 min, 12 anos) aproveita a familiaridade de Guimarães e Martelli — parceiras em teatro e televisão — para retratar duas mães que lutam para redescobrir a própria identidade quando as filhas adolescentes decidem morar fora. Sem avisar as garotas, elas embarcam para a Europa com a missão de surpreendê-las em Lisboa. O plano, claro, descamba para um turbilhão de perrengues envolvendo bagagens perdidas, confusões linguísticas e paixões inesperadas.

    A viagem passa por cenários pitorescos em Portugal, Espanha e França, criando um road movie temperado por tiradas sobre amadurecimento, amizade feminina e pressões sociais impostas a mulheres perto dos 50. O elenco conta ainda com Giulia Benite, conhecida por “Turma da Mônica – Laços”, que encarna uma das filhas, além de participações de atores portugueses como Albano Jerónimo. A fotografia aposta em cores quentes e planos abertos para reforçar a sensação de férias que dão errado, enquanto a trilha sonora mescla hits pop europeus com músicas brasileiras.

    Outras estreias da semana

    “Gonzaguinha, da Maior Liberdade”

    Vencedor em Gramado, o documentário de 77 minutos dirigido por Susanna Lira alterna material de arquivo, entrevistas e cenas dramatizadas para reconstruir a trajetória de Luiz Gonzaga Jr. O filme mergulha na relação conturbada com o pai — o Rei do Baião —, no peso de carregar um sobrenome icônico da MPB e na produção musical do artista em plena ditadura militar. Depoimentos de familiares, parceiros de palco e pesquisadores ajudam a costurar a narrativa sobre fama, censura e reinvenção artística. Classificação: 12 anos.

    “George Washington”

    A biografia norte-americana (125 min, 14 anos), dirigida por Jon Erwin, retrata o período pouco explorado em que o futuro primeiro presidente dos Estados Unidos sobrevive como oficial britânico em meio a conflitos globais. O roteiro foca nas batalhas que moldaram sua liderança, enquanto Ben Kingsley e Andy Serkis surgem como mentores e antagonistas. A produção aposta em cenas de guerra realistas e reconstituições históricas minuciosas.

    “O Grande Arco de Paris”

    Coprodução Dinamarca/França (107 min, 12 anos) sob direção de Stéphane Demoustier, o drama baseia-se no concurso arquitetônico lançado por François Mitterrand para erguer um monumento em La Défense. O longa acompanha o embate de ideias e egos entre arquitetos internacionais — vividos por Claes Bang, Sidse Babett Knudsen e Xavier Dolan —, levantando discussões sobre memória coletiva e legado político.

    “Idiotas”

    Na comédia policial de Macon Blair (98 min, 18 anos), Dave Franco e O’Shea Jackson Jr. interpretam dois azarões contratados para escoltar um herdeiro rebelde até uma clínica de reabilitação. O que deveria ser serviço fácil descamba para perseguições, drogas e gangues armadas. Misturando humor negro e ação, o filme ridiculariza a cultura do dinheiro fácil e da masculinidade tóxica.

    “Minha Filha É um Zumbi”

    Representante sul-coreano (114 min, 14 anos) comandado por Pil Gam-Sung, o terror mistura drama familiar e crítica social. Jo Jung-suk vive um pai que se empenha em esconder a filha infectada por um novo vírus zumbi, temendo tanto o colapso sanitário quanto o preconceito estatal.

    Ingrid Guimarães e Mônica Martelli lideram estreias com a comédia “Minha Melhor Amiga” - Imagem do artigo original

    Imagem: Internet

    “Não Existe Almoço Grátis”

    O documentário brasileiro de 74 minutos (10 anos), dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, acompanha três mulheres à frente de uma cozinha solidária do MTST em Sol Nascente, periferia do Distrito Federal. A câmera observa a rotina de distribuição de marmitas, propondo reflexão sobre segurança alimentar e organização popular.

    “Pressão”

    Thriller de guerra França/Reino Unido/EUA (100 min, 14 anos) assinado por Anthony Maras. Brendan Fraser interpreta o comandante de um navio a poucas horas do Dia D, enquanto Andrew Scott vive o meteorologista que precisa decidir se entrega dados precisos ou sabota a ofensiva aliada, temendo a detecção pela inteligência nazista.

    “(Quase) O Amor da Minha Vida”

    Adaptação canadense (101 min, 10 anos) do clássico de Goethe, sob direção de José Lourenço. Douglas Booth encarna o escritor apaixonado por uma mulher comprometida, reforçando dilemas sobre idealização romântica e dor existencial.

    “O Sorveteiro”

    Na nova incursão de Eli Roth pelo terror gore (87 min, 18 anos), um vendedor de picolés amaldiçoa crianças de uma cidade litorânea, provocando uma onda de violência que transforma o verão em carnificina.

    Mostra Amor ao Cinema ocupa o Cinesesc

    Paralelamente às estreias, o Cinesesc abre nesta quarta-feira (9) a mostra Amor ao Cinema, que celebra múltiplas linguagens e homenageia a própria arte de filmar. São 52 títulos organizados entre obras que comentam a história do cinema e produções que experimentam novas estéticas, incluindo cópias restauradas e premieres nacionais.

    • A sessão de abertura, gratuita, exibe “A História dos Documentários: Introdução”, longa inédito do crítico e cineasta britânico Mark Cousins.
    • Clássicos como “Quando Fala o Coração” (12/9, 18h), de Alfred Hitchcock, e “Metrópolis” (12/9, 20h30), de Fritz Lang, têm ingressos a custo zero.
    • Entre os destaques pagos (R$ 20 a inteira) estão “Blow-Up – Depois Daquele Beijo”, de Michelangelo Antonioni, “Morte e Vida Madalena”, de Guto Parente, e “Uma Mulher sob Influência”, de John Cassavetes.

    A programação segue até 26 de setembro na Rua Augusta, 2.075, em sessões que começam às 14h e se estendem até a madrugada em alguns dias. Toda a grade, incluindo debates presenciais com realizadores, pode ser consultada no site oficial do Sesc.

    Serviço resumido

    • Estreias nacionais e internacionais: a partir de 3/9 nos principais cinemas do país.
    • Mostra Amor ao Cinema: de 9 a 26/9 no Cinesesc (r. Augusta, 2.075, Cerqueira César, SP). Ingressos R$ 20, com várias sessões gratuitas.
    • Classificações indicativas: verifique programação local para horários e acessibilidade.

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.