Arthur Lira (PP) e Renan (MDB) saem na frente na primeira fotografia eleitoral da Quaest sobre a disputa pelas duas cadeiras do Senado em Alagoas, mas a vantagem é curta e convivem com um contingente expressivo de indecisos. No quadro de votos totais — que soma as menções para a primeira e a segunda vagas — Lira registra 20% e Renan, 18%, enquanto 19% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar e 12% declaram voto branco ou nulo.
O levantamento, encomendado pela TV Asa Branca Alagoas, ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de agosto e traz margem de erro de três pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números AL-05503/2026 e BR-09091/2026.
Disputa ponto a ponto
Nesta eleição, cada eleitor alagoano precisará escolher dois nomes diferentes para o Senado, o que leva o instituto a contabilizar as preferências de forma combinada e, também, separadamente para a “primeira” e a “segunda” vagas. Entenda como ficaram os cenários mensurados.
Cenário combinado (votos totais)
- Arthur Lira (PP): 20%
- Renan (MDB): 18%
- Marina JHC (PSDB): 15%
- Davi Davino Filho (Republicanos): 10%
- Dr. Wanderley (MDB): 5%
- Mariedson (Democrata): 1%
- Alexandre Fleming (UP): 0%
- Branco/nulo/não vai votar: 12%
- Indecisos: 19%
A soma acima distribui 100% das intenções de voto mantendo a proporção entre candidatos e eleitores que declaram não escolher ninguém.
Primeira vaga
- Arthur Lira: 25%
- Renan: 21%
- Marina JHC: 17%
- Davi Davino Filho: 10%
- Dr. Wanderley: 4%
- Mariedson: 0%
- Alexandre Fleming: 0%
- Branco/nulo/não vai votar: 8%
- Indecisos: 15%
Segunda vaga
- Renan: 16%
- Arthur Lira: 15%
- Marina JHC: 13%
- Davi Davino Filho: 11%
- Dr. Wanderley: 5%
- Mariedson: 1%
- Alexandre Fleming: 1%
- Branco/nulo/não vai votar: 16%
- Indecisos: 22%
Os números reforçam o equilíbrio entre PP e MDB no topo, mas evidenciam a presença de Marina JHC como terceiro nome competitivo. Davi Davino Filho, com dois dígitos nas duas medições, mantém-se como postulante a uma vaga, enquanto Dr. Wanderley, Mariedson e Alexandre Fleming disputam fatias residuais do eleitorado.
Índice de decisão e chance de mudança
Embora a maior parte dos consultados afirme estar convicta, há espaço para movimentos na reta final. Segundo a Quaest, 61% dizem que sua escolha é definitiva, enquanto 38% admitem que ainda podem mudar de candidato. Esse percentual de flexibilidade, somado ao alto nível de indecisos, indica que o cenário permanece volátil.
Espontânea mostra baixa lembrança de nomes
Quando o instituto não apresenta a lista de concorrentes, o grau de conhecimento dos postulantes cai drasticamente. Na pesquisa espontânea, 86% não souberam citar ninguém. Os que lembraram de algum nome se distribuíram assim:
- Arthur Lira: 4%
- Renan: 3%
- Davi Davino Filho: 2%
- Marina JHC: 2%
- Dr. Wanderley: 1%
- Outros: 0%
- Branco/nulo/não vai votar: 2%
A discrepância entre os números espontâneos e estimulados revela o desafio dos candidatos em fixar seus nomes no eleitorado, sobretudo num pleito em que duas vagas aumentam a complexidade da escolha.

Imagem: Internet
Rejeição pesa contra os líderes
A Quaest também mediu a taxa de rejeição, perguntando se o eleitor conhece o candidato e, caso conheça, se votaria ou não votaria nele. Lira e Renan, apesar da liderança, enfrentam os patamares de rejeição mais altos:
- Renan: 34% conhecem e não votariam
- Arthur Lira: 31% conhecem e não votariam
- Marina JHC: 22% conhecem e não votariam
- Davi Davino Filho: 18% conhecem e não votariam
- Dr. Wanderley: 16% conhecem e não votariam
- Alexandre Fleming: 7% conhecem e não votariam
- Mariedson: 6% conhecem e não votariam
Ao mesmo tempo, ambos os líderes dividem o topo quando o assunto é “conhece e votaria”: 48%. O dado indica um eleitorado polarizado em torno das duas figuras mais conhecidas da política local, cada uma carregando tanto apoio quanto resistência.
Metodologia
Foram realizadas 804 entrevistas presenciais com eleitores de 16 anos ou mais em todas as regiões do estado entre 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de ±3 pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%, significa que, se fossem feitos 100 levantamentos com a mesma metodologia, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem prevista.
Em 2026, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em jogo — duas por unidade da Federação. Por lei, o eleitor não pode repetir o mesmo candidato nas duas opções de voto; se insistir, apenas a primeira escolha é contabilizada pela Justiça Eleitoral.
Com a campanha ainda nos estágios iniciais e a soma de indecisos e eleitores pouco propensos a votar chegando a um terço do universo pesquisado, o caminho até as urnas segue aberto para rearranjos, reforçando a importância dos próximos movimentos dos principais concorrentes.
