Integrantes da direção nacional do PT dão como definida a candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) ao Governo de Minas Gerais, embora ainda aguardem uma conversa presencial entre o parlamentar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A escolha avançou após uma série de negativas de possíveis concorrentes. O senador Rodrigo Pacheco (PSB) decidiu não disputar e deve encerrar a carreira política neste ano, enquanto a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) preferiu manter a pré-candidatura ao Senado. O empresário Josué Gomes, filho do ex-vice-presidente José Alencar, chegou a ser cogitado, mas não avançou.
O primeiro contato formal com Patrus ocorreu na quinta-feira passada, conduzido pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, e pelo ex-ministro Gilberto Carvalho. A expectativa no partido era de que o encontro entre Patrus e Lula ocorresse entre ontem e hoje, já que ambos estão em Brasília. A partir de sexta-feira, Lula cumpre agendas no Rio de Janeiro e o Congresso inicia o recesso parlamentar.
Dentro do PT, Patrus é visto como figura capaz de pacificar a sigla em Minas e agregar apoios até outubro. Prefeito de Belo Horizonte nos anos 1990, o deputado comandou o Ministério do Desenvolvimento Social nos dois primeiros mandatos de Lula, quando coordenou a implantação do Bolsa Família. Entre 2015 e 2016, já no governo Dilma Rousseff, ocupou o Ministério do Desenvolvimento Agrário.
Imagem: Lula Marques
Confirmado o cabeça de chapa, o diretório mineiro iniciará a definição dos demais nomes da coligação. Entre as alternativas para a vice, o partido avalia alianças com o PSB, que lança o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares, e com o MDB, que apresenta o ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo. Ambos, porém, sinalizam disposição de manter suas pré-candidaturas ao Palácio Tiradentes.
Com informações de O Globo