Estudo revela que tartarugas-verde seguem campo magnético, mas fazem longos desvios no oceano

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    A migração das tartarugas-verde (Chelonia mydas) pode ser bem menos exata do que se acreditava. Pesquisa publicada em 24 de junho na revista Science Advances indica que, embora usem o campo magnético da Terra para se orientar, esses répteis frequentemente percorrem rotas mais longas do que o necessário até as áreas de alimentação.

    Monitoramento por GPS

    O estudo, conduzido por cientistas da Itália, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália, acompanhou por GPS seis tartarugas-verde logo depois do período reprodutivo no arquipélago de Chagos, no Oceano Índico. Os dados mostraram que os animais nadavam em linha reta por diversos quilômetros, paravam e, então, ajustavam a direção — mesmo quando já estavam consideravelmente fora do trajeto ideal.

    Mapa de “baixa resolução”

    Segundo os autores, o comportamento sugere que as tartarugas contam com um mapa natural capaz de apontar grandes regiões do oceano, porém incapaz de indicar com precisão pequenas ilhas ou pontos específicos. Como resultado, elas costumam ultrapassar o destino ou realizar movimentos de busca antes de localizá-lo.

    Implicações para a conservação

    Compreender o modo de navegação das tartarugas-marinhas, afirmam os pesquisadores, é essencial para identificar áreas prioritárias de proteção. Se os animais precisam explorar amplas zonas marinhas para achar seus destinos, ameaças como pesca, poluição, tráfego de embarcações e mudanças climáticas podem tornar a jornada ainda mais difícil.

    O trabalho amplia o conhecimento sobre a migração desses répteis e pode subsidiar estratégias de conservação voltadas à preservação de rotas e habitats cruciais.

    Com informações de Metrópoles

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.