A Polícia Civil do Distrito Federal decidiu arquivar o registro policial relacionado à morte de Vilmar da Silva, 49 anos, ocorrida em 20 de junho na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas. De acordo com nota enviada pela corporação, o laudo apontou causa natural e, por isso, não haverá abertura de inquérito.
Apuração administrativa segue
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), responsável pela unidade, informou que mantém investigação interna para esclarecer todos os detalhes do atendimento. O procedimento, depois de análise preliminar pelas áreas assistenciais, de Governança, Corregedoria, Qualidade e Segurança do Paciente, tramita agora na Controladoria do instituto. Medidas para reforçar os fluxos de acolhimento e identificação de situações de risco já foram adotadas.
Como ocorreu o atendimento
Imagens de circuito interno mostram que Vilmar chegou à UPA em uma cadeira de rodas às 21h14 do dia 19 de junho. Ele tomou água e foi colocado por um vigilante em um canto da sala de espera. Por volta das 23h07, foi ao banheiro sem portar a pulseira de identificação. Já na madrugada, às 2h43, aparece ingerindo um líquido não identificado. Um minuto depois, um segurança conversa com ele; às 3h, o paciente se cobre com um cobertor enquanto outras pessoas dormiam nas cadeiras próximas.
Testemunhas relataram que, horas depois, a esposa de um acompanhante percebeu que Vilmar não reagia. Ao ser avisada, a equipe de plantão teria afirmado inicialmente que ele ainda estava vivo.
Histórico de saúde
Segundo as filhas Emily e Evelyn Silva, o pai enfrentava complicações desde uma convulsão sofrida há cinco anos, que resultou em traumatismo craniano e seis meses de coma. Após a alta hospitalar, ficou debilitado e desenvolveu dependência alcoólica. Em razão do vício, passou a viver em situação de rua, alternando períodos na casa de familiares.
Imagem: Internet
Dois dias antes da morte, Vilmar teria deixado a residência de Emily, onde estava havia dois meses, para retornar ao Recanto das Emas. As filhas souberam do falecimento depois que vídeos circularam nas redes sociais.
O IgesDF reforçou que, por sigilo legal e para proteger pacientes, familiares e profissionais, não antecipará conclusões enquanto a apuração não for concluída.
Com informações de Metrópoles
