Relatório final da Polícia Civil de São Paulo aponta que Evelyne dos Santos Gonçalves, apresentada como CEO do grupo Entre Cordas, concentrou esforços na recuperação de uma câmera GoPro logo após a queda que matou a estudante Maria Eduarda, 21 anos, durante salto de rope jump em Limeira, interior paulista.
A investigação concluiu que Evelyne foi indiciada por homicídio qualificado e fraude processual. Segundo depoimento de um instrutor freelancer que atuava no evento, a empresária pediu que ele retirasse a câmera do braço da vítima para apagar as imagens, pedido que ele se negou a cumprir para priorizar o socorro.
Suspeita de ocultação de provas
Além da tentativa de obter a GoPro, Evelyne admitiu ter excluído a página do grupo nas redes sociais logo após o acidente. Para os investigadores, a soma desses comportamentos indica possível intenção de eliminar ou ocultar provas relevantes para o inquérito.
O dispositivo ainda não foi localizado e a polícia não sabe quem o retirou da vítima. Inicialmente apontado como suspeito de ocultação, João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva teve o pedido de prisão revogado e não foi indiciado, pois testemunhas descreveram um homem de cabelos escuros levando a câmera, enquanto Pivetta usa cabelo tingido de loiro.
Versão da investigada
Em interrogatório, Evelyne declarou não ter responsabilidade pelos procedimentos de segurança ou operação dos equipamentos, limitando-se a cadastrar participantes e organizar a ordem dos saltos. Ela afirmou que, após a queda, orientou integrantes com formação técnica, entre eles o bombeiro civil Luis Felipe Feliciano Egoroff, a prestar assistência, mas disse estar abalada emocionalmente para ajudar diretamente.
A empresária negou ter pedido a exclusão das imagens e disse ter desativado a página do grupo temporariamente por receio de exposição. Também afirmou desconhecer o paradeiro da câmera.
Imagem: Internet
Andamento do processo
Após sete dias presa, Evelyne teve o indiciamento formalizado no âmbito de novo inquérito que apura a responsabilidade dela e de outros dois detidos. Somente a CEO permanece como investigada; a polícia solicitou a conversão de sua prisão temporária em preventiva e enviou o relatório ao Ministério Público de São Paulo na última quarta-feira (1º/7).
A defesa de Evelyne foi procurada, mas não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.
Com informações de Metrópoles
