PF cumpre mandado na residência de Bolsonaro para verificar armas; operação termina sem apreensões

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    A Polícia Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (8/7/2026), uma busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, em ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo era localizar armas, munições, acessórios e documentos de registro que ainda pudessem estar em posse do ex-mandatário.

    De acordo com a defesa, os agentes chegaram por volta das 7h e deixaram o imóvel pouco antes das 8h30, sem encontrar qualquer material.

    Contexto da operação

    A diligência ocorreu um dia depois de os advogados comunicarem ao STF o paradeiro das duas armas que seguiam fora do controle da PF. A defesa informou que, das dez armas registradas em nome de Bolsonaro, oito já estavam sob custódia de órgãos públicos e outras duas tiveram a localização esclarecida.

    Posicionamento da defesa

    O advogado João Henrique de Freitas, que acompanhou a operação, criticou a decisão judicial em publicação nas redes sociais. Ele afirmou que o tribunal já havia sido informado previamente sobre todas as armas e classificou a nova busca como “lamentável”.

    Armas e respectivos destinos

    Segundo documentos apresentados ao STF, a situação de cada armamento é a seguinte:

    • Pistola Forjas Taurus .380 – estava no Exército; entregue à PF;
    • Pistola Forjas Taurus .40 – estava no Exército; entregue à PF;
    • Carabina/Fuzil Springfield Armory – estava no Exército; entregue à PF;
    • Espingarda Typhoon – estava no Exército; entregue à PF;
    • Pistola Arex – estava no Exército; entregue à PF;
    • Pistola SIG-Sauer – estava no Exército; entregue à PF;
    • Espingarda Maestro Arms Company calibre 12 – permanece na importadora em Caxias do Sul (RS);
    • Carabina/Fuzil Caracal – já estava com a PF desde 2023;
    • Pistola Caracal – já estava com a PF desde 2023;
    • Pistola Glock – apreendida em junho e sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.

    A espingarda guardada no Rio Grande do Sul teria sido um presente recebido por Bolsonaro e, segundo a defesa, nunca saiu da loja de artigos bélicos. Já a pistola Glock foi apreendida durante blitz no Distrito Federal, quando estava com um militar responsável pela segurança do ex-presidente.

    A decisão de Moraes que retirou o porte de armas de Bolsonaro determinou a apresentação de todo o arsenal à Polícia Federal. Com a operação desta quarta-feira, a defesa sustenta que não restam pendências em relação ao destino dos armamentos.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.