Belo Horizonte – O deputado federal Mário Heringer, presidente do PDT em Minas Gerais, afirmou nesta segunda-feira (30) que o partido mantém firme a pré-candidatura de Alexandre Kalil ao governo do estado. Em publicação na rede social X, o dirigente classificou como “fake news” rumores de que a legenda poderia abrir mão da cabeça de chapa para apoiar um nome do PT.
“Pra acabar com a fofoca: @alexandrekalil é pré-candidato e será candidato a GOVERNADOR DE MINAS. Aqui no PDT MG/Br cumprimos compromissos. Kalil é CANDIDATÍSSIMO. E não tem desistência ou interferência”, escreveu Heringer.
Especulações após movimento do PT
Desde que o PT confirmou apoio à pedetista Juliana Brizola na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, integrantes da sigla em Minas passaram a defender que a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), trocasse a pré-candidatura ao Senado pela corrida ao Palácio Tiradentes. O eventual rearranjo abriria espaço para uma composição com o PDT.
Heringer, entretanto, disse ao jornal O Tempo que o partido “está convicto” em torno de Kalil e relembrou 2018, quando o ex-prefeito de Belo Horizonte Márcio Lacerda retirou a candidatura ao governo após acordo entre PDT e PT para apoiar a reeleição de Fernando Pimentel. Segundo ele, qualquer discussão sobre apoio recíproco só pode ocorrer em um eventual segundo turno.
Resistência dentro do PT
Pré-candidata ao Senado, Marília Campos divulgou nota assinada pelo coordenador de campanha, o economista José Prata Araújo, classificando a tentativa de lançá-la ao Executivo como “desastre político”. O texto sustenta que a iniciativa poderia reacender a polarização no estado e “reunificar a direita mineira”.
Imagem: AMIRA HISSA
No domingo (29), Marília encontrou-se em Brasília com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reiterando a intenção de disputar apenas o Legislativo. O impasse será levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto o diretório mineiro promete novas rodadas de conversa nesta semana.
A ex-prefeita de Contagem argumenta que o partido deveria apoiar um candidato de centro, como Gabriel Azevedo (MDB), tratando Kalil – apoiado por Lula em 2022 – como alternativa para uma frente ampla que inclua MDB, PSB e PDT.
Com informações de O Globo