Um negócio que começou modesto, no início dos anos 2000, virou referência regional em artigos náuticos graças a um aliado pouco lembrado fora do universo financeiro: a cooperativa de crédito. A Riorina, criada pelo empresário acreano que sonhava ver barcos navegando o Rio Acre com mais segurança, chega à sua terceira década de vida fortalecida pelo vínculo permanente com a CrediSIS CapitalCredi.
Hoje nas mãos de Lídia Souza de Lima, filha do fundador, a empresa reúne estoque robusto, fluxo de caixa saudável e preparação para novos investimentos. Todos esses avanços, segundo ela, derivam da relação construída “antes mesmo de a loja abrir as portas”, quando o pai decidiu tornar-se cooperado para financiar as primeiras mercadorias.
Uma trajetória que começou em família
Na virada do milênio, a capital acreana vivia crescimento demográfico acelerado. O movimento nos rios aumentou e a demanda por peças, motores e acessórios para embarcações ganhou força. Percebendo o nicho, o patriarca da família Lima abriu a Riorina, ainda limitada por recursos escassos. Ao conhecer a recém-instalada agência da CapitalCredi, recebeu proposta para ingressar como cooperado. O valor da cota de capital, porém, ultrapassava o orçamento inicial.
A instituição financeira flexibilizou o pagamento, permitindo que o empreendedor parcelasse a integralização. “Foi o empurrão que precisávamos”, recorda Lídia, que naquela época acompanhava o pai às reuniões e assimilava, ainda criança, a lógica cooperativista baseada em participação e retorno local.
Acesso a crédito e novas frentes de negócio
Capital de giro sob medida
Com o tempo, a empresa deixou de atender apenas proprietários de pequenos barcos e passou a fornecer suprimentos para segmentos como turismo e carga fluvial. O salto exigia capital de giro maior. Em diferentes fases, a CrediSIS concedeu linhas específicas que garantiram manutenção de estoque, reforma do galpão e ampliação do showroom.
Investimentos programados
A política do cooperativismo, de acordo com Lídia, facilitou negociações. “Quando precisávamos comprar em volume, negociávamos a prazo com taxas que os bancos tradicionais não ofereciam”, afirma. Esse poder de planejamento permitiu à Riorina atravessar altos e baixos da economia mantendo margem de lucro estável.
Cartão corporativo vira ferramenta estratégica
O capítulo mais marcante da parceria veio com a adoção do cartão empresarial emitido pela cooperativa. A Riorina identificou oferta vantajosa de um fornecedor de motores fora do Acre. Com o limite aprovado, parcelou a compra em quatro vezes, sem juros, reforçando o estoque antes do pico da temporada de verão amazônico.
A tática se pagou em poucas semanas: quase toda a mercadoria saiu antes que a quarta parcela vencesse. “Vendemos, repusemos e ainda sobrou caixa para novos produtos”, celebra a empresária. O caso ilustra o conceito de crédito como impulsionador de oportunidades, não apenas como solução para emergências.
Segurança reforçada após incidente com clonagem
Resposta imediata
A confiança entre as partes ganhou novo patamar quando o cartão físico da empresa foi clonado durante uma compra à distância. O golpe ocorreu num fim de semana. Ainda naquela noite, a família ligou para a central 24 h da CapitalCredi, que bloqueou o plástico e iniciou contestação das transações indevidas.

Imagem: Internet
Operação sem interrupções
Na segunda-feira, a cooperativa entregou um cartão provisório e orientou uso de versões virtuais temporárias, reduzindo o risco de fraudes futuras. “Ficamos menos de 48 horas sem o cartão principal e nenhum fornecedor deixou de ser pago”, diz Lídia. Para ela, a prontidão demonstrou que o relacionamento vai além da concessão de limites e envolve suporte contínuo.
Visão da cooperativa: crescimento mútuo
Ellen de Oliveira Campos, analista operacional da CapitalCredi que acompanha a conta da Riorina, resume o propósito do sistema: “Nosso papel é entender a realidade de cada cooperado e apresentar soluções compatíveis. A empresa muda de porte, muda de geração, mas continua pertencendo à nossa comunidade”.
O case reforça a lógica de que cooperativas devolvem resultados para o próprio quadro social, criando ciclo virtuoso. Com participação ativa nas assembleias, a família Lima também influencia decisões, votos e distribuição de sobras — rendimento que, segundo Lídia, costuma ser reinvestido em melhorias na loja.
Próximos passos da Riorina
Em fase de reestruturação do espaço físico, a empresa planeja abrir área exclusiva para embarcações elétricas, tendência crescente nos rios amazônicos. Para isso, já discute com a CapitalCredi um cronograma de financiamento que inclui importação de peças e capacitação técnica de funcionários.
Lídia acredita que o histórico de adimplência e transparência garante negociação ágil. “Quando a instituição conhece nossa trajetória, análise de crédito vira conversa, não burocracia”, afirma. A expectativa é triplicar o mix de produtos em dois anos sem recorrer a capital externo ou investidores anjos, preservando o controle familiar.
Cooperativismo que atravessa gerações
A história da Riorina evidencia a diferença entre cliente e cooperado. Enquanto o primeiro consome serviço financeiro pontual, o segundo participa de um ecossistema em que todos ganham quando o negócio cresce. Duas décadas após a primeira visita à agência, Lídia ainda guarda o caderno onde o pai anotava cada parcela da cota de capital. Agora, ela repete o ritual com os filhos, certos de que a roda do cooperativismo continua girando.
“A loja não chegou onde está apenas por decisões de marketing ou gestão”, conclui a empresária. “Chegamos até aqui porque tivemos ao lado uma instituição que acreditou em nós desde o princípio — e que permanece presente, seja para um grande investimento, seja para resolver um problema de fim de semana”. O relato mostra como parcerias sólidas, baseadas em confiança e objetivos comuns, podem transformar pequenos sonhos em negócios duradouros que movimentam a economia local e geram oportunidades no Acre.
