Operação investiga presidente da Câmara de Curitiba por suposta “rachadinha” e venda de cargos

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    O vereador Tico Kuzma (PSD), presidente da Câmara Municipal de Curitiba, foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MP-PR) nesta segunda-feira. A investigação apura suspeitas de cobrança para nomeação de servidores e devolução de parte dos salários – prática conhecida como “rachadinha”.

    A ação, batizada de Prática Corrente, cumpriu 13 mandados de busca e apreensão, incluindo o gabinete do parlamentar. Documentos, equipamentos eletrônicos e dinheiro em espécie foram recolhidos para perícia.

    Como funcionaria o esquema

    De acordo com o MP-PR, as apurações iniciadas em 2023 indicam que Kuzma teria solicitado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes a cargos na Câmara. Após a nomeação, parte do salário dos servidores seria devolvida ao vereador.

    Posicionamento do parlamentar

    Em sessão plenária realizada um dia após a operação, Kuzma atribuiu a ação ao período eleitoral, afirmando tratar-se de tentativa de criar “fatos e narrativas” para desgastar adversários. Ele disse não ter recebido notificação formal e garantiu que buscará informações sobre o inquérito.

    “Como presidente da Câmara Municipal de Curitiba, reforço que a instituição está à disposição para colaborar com tudo que for necessário”, declarou. O vereador também destacou seu histórico político, sua fé e “valores cristãos”.

    Trajetória política

    Kuzma cumpre o sexto mandato consecutivo; foi eleito pela primeira vez em 2004. Filiado ao PSD, integra a base do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, e do governador Ratinho Júnior. Em sua biografia oficial, descreve-se como “autodeclarado de centro-direita”, casado, participante ativo de grupo de jovens em igreja e defensor da causa animal.

    Reações da Câmara e da Prefeitura

    Em nota, a Câmara Municipal informou ter autorizado o acesso dos investigadores às dependências da Casa e manifestou disposição para auxiliar nas apurações.

    Já a Prefeitura de Curitiba declarou que nomeações para cargos no Executivo seguem “critérios técnicos e administrativos”. O município acrescentou que, caso sejam confirmadas irregularidades envolvendo servidores, determinará afastamento imediato e adotará as medidas legais cabíveis.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.