Morador do bairro Morumbi, na zona sul de São Paulo, o norueguês Frode Skar confia que o atacante Erling Haaland e a tradicional “remada” viking empurrarão a Noruega contra o Brasil, neste domingo (5/7), em duelo que vale vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Mesmo reconhecendo a força brasileira, ele arrisca placar de 3 a 1 para os nórdicos.
Comunidade pequena, expectativa grande
Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que a capital paulista abriga apenas 120 cidadãos noruegueses. Frode vive há 11 anos na cidade com a filha Sophie, de 11 anos, também norueguesa, e a esposa brasileira, Juliana Skar.
A família transforma cada jogo da Copa em momento de união: a cada gol norueguês, eles correm para a varanda e reproduzem o gesto da remada, que viralizou nas redes sociais. “A coreografia simboliza a união entre time e torcida. Depois de 28 anos fora do Mundial, agora somos 12 em campo”, diz Frode.
Divididos entre Vikings e Canarinho
Juliana sonha com o hexacampeonato brasileiro, mas deseja que o confronto deste domingo dure o máximo possível, quem sabe até os pênaltis, para se tornar inesquecível. “Qual a chance de Brasil e Noruega se enfrentarem de novo? Queremos aproveitar cada minuto”, afirma.
Haaland em evidência
Com cinco gols no torneio, Haaland é vice-artilheiro ao lado de Harry Kane. Para Frode, o centroavante do Manchester City precisa de “duas ou três chances” para balançar a rede, enquanto reconhece que Endrick e Vinícius Júnior podem decidir para o Brasil.
Imagem: Internet
Planos para qualquer resultado
Se a Noruega for eliminada, o casal garante que seguirá acompanhando a competição. Frode, admirador do futebol brasileiro desde a infância, promete trocar a camisa vermelha pela Amarelinha. Já Sophie diz que aprendeu a vibrar pela Seleção e que gosta do verão, das praias do país e do futebol de Vinícius Júnior.
“Independente do resultado, a família vai se reunir, comer, remar e assistir ao jogo. O futebol é especial para o nosso coração”, resume Frode.
Com informações de Metrópoles
