Brasília – O produtor cultural e artista Rivas Alves, considerado um dos pilares do hip-hop em Ceilândia e no Distrito Federal, faleceu neste domingo, 5 de julho, aos 56 anos. A família confirmou a morte em publicação nas redes sociais, destacando a influência do músico na cena urbana local.
“Hoje nos despedimos de um grande artista, cuja criatividade, talento, fé e sensibilidade marcaram a vida de muitas pessoas”, diz o comunicado. O texto ressalta que o legado do artista permanece “no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo”.
Problemas de saúde e diagnóstico
Nas últimas semanas, Rivas apresentou fortes dores na região pulmonar, fraqueza, dificuldades para se alimentar e respirar. Segundo a equipe que o acompanhava, ele percorreu dois hospitais regionais, duas UPAs e dois hospitais particulares até conseguir atendimento. A sobrecarga nas unidades de saúde e a falta de profissionais foram apontadas como obstáculos.
Inicialmente, médicos identificaram um quadro de pneumonia. Durante o tratamento, exames e biópsias detectaram câncer. Depois que a infecção pulmonar foi controlada, o artista iniciou sessões de quimioterapia.
Familiares e amigos agradeceram, nas redes sociais, as mensagens e orações recebidas de admiradores e integrantes da cultura hip-hop de todo o DF.
Quatro décadas de dedicação
Nascido em 27 de julho de 1969, Rivas Alves atuou nos quatro elementos do hip-hop: rap, breaking, grafite e discotecagem. Foi B-boy, grafiteiro, rapper e integrante do grupo Álibi, um dos pioneiros do gênero na capital federal.
Imagem: Internet
Ao lado do parceiro Rei, apresentava o Rap Total Podcast, dedicado à história do hip-hop brasiliense e ao protagonismo de Ceilândia no movimento nacional. Também fundou a Casa do Hip-Hop de Ceilândia, onde promovia formação cultural, incentivava novos artistas e realizava ações comunitárias que uniam arte, fé e transformação social.
Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas pela família.
Com informações de Metrópoles
