Miss Brasil Gay chega aos 50 anos com edição comemorativa e 26 candidatas em Juiz de Fora

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    Um meio século depois da primeira coroa entregue num pequeno clube de Juiz de Fora, o Miss Brasil Gay volta à cidade mineira em 22 de agosto com status de edição histórica. São 26 representantes estaduais – praticamente todo o país – em busca do título que, este ano, garante à vencedora não apenas o troféu, mas também o papel de embaixadora oficial da celebração dos 50 anos do concurso.

    O público terá voz decisiva: a votação popular, já aberta pela internet, permanecerá disponível até 21 de agosto. A candidata mais votada avança direto para o Top 6 da final, vantagem que pode ser determinante na disputa que ocorre no centro de eventos Terrazzo, também em Juiz de Fora.

    Programação especial para marcar os 50 anos

    Desde 1976, o Miss Brasil Gay tornou-se referência de visibilidade para a comunidade LGBTQIA+ e um grande motor de turismo para a Zona da Mata mineira. Para a edição de ouro, a organização preparou uma semana de atividades que incluem mostra de filmes, fórum sobre diversidade, exposição de figurinos históricos e festas temáticas em boates da cidade. O ponto alto, no entanto, será a final de sábado, quando as candidatas subirão à passarela com trajes típicos, gala e maiôs inspirados em grandes momentos do concurso.

    Segundo os organizadores, parte da renda de bilheteria será revertida para projetos sociais locais que atendem pessoas trans em situação de vulnerabilidade. A prefeitura de Juiz de Fora apoia o evento com estrutura de segurança, limpeza e ações culturais paralelas, como apresentações de fanfarras e cortejo de escolas de samba.

    Votação online decide uma vaga no Top 6

    Aberta ao grande público, a eleição digital permite um voto por CPF. O sistema exibe, em tempo real, a colocação parcial das candidatas, mas só divulga o resultado final no início da noite da grande final. A iniciativa, adotada em 2018, costuma mobilizar torcidas organizadas em redes sociais e garante engajamento nacional mesmo de quem não pode comparecer ao evento presencialmente.

    Estado que desistiu

    O Espírito Santo havia confirmado inscrição, porém comunicou retirada por motivos logísticos. Com a desistência, a concorrência manteve o número tradicional de 26 vagas porque Rondônia, ausente no calendário anterior, voltou à disputa – embora a foto oficial de sua representante ainda não tenha sido divulgada.

    Quem são as candidatas da edição comemorativa

    As 26 misses ensaiam desde maio. Algumas são veteranas de concursos estaduais; outras, estreantes em disputas nacionais. Confira a lista completa por ordem alfabética de estado:

    • Acre – Eva Machado
    • Alagoas – Sophia Guimarães
    • Amapá – Sofia Smith
    • Amazonas – Victoria Vasconcellos
    • Bahia – Anthonela Medeiros
    • Ceará – Déborah Furtado
    • Distrito Federal – Mary Miller
    • Goiás – Nicolly Almeida
    • Maranhão – Bárbara Bronkson
    • Mato Grosso – Melissa Oliveira
    • Mato Grosso do Sul – Marianny Souza
    • Minas Gerais – Lettcyya Andrade
    • Pará – Allessa Paes
    • Paraíba – Vanessa Castilho
    • Paraná – Layza Drummond
    • Pernambuco – Laura França
    • Piauí – Laryssa Rachelly
    • Rio de Janeiro – Wend Caster
    • Rio Grande do Norte – Vithorya Bacellar
    • Rio Grande do Sul – Paola Hoffmann
    • Rondônia – (nome não divulgado)
    • Roraima – Beatrisse D’Luka
    • Santa Catarina – Louise Gama
    • São Paulo – Betina Leal
    • Sergipe – Havenna Drumond
    • Tocantins – Jessica Carvalho

    Como será o julgamento

    A banca avaliadora reúne estilistas, jornalistas de moda, ex-misses consagradas e personalidades do entretenimento. Eles atribuem notas de 1 a 10 em quatro quesitos: beleza, passarela, oratória e traje de gala. Depois de duas rodadas eliminatórias, restarão seis finalistas – cinco escolhidas pelos jurados e uma pelo voto popular. Na etapa final, as candidatas respondem a perguntas sobre temas sociais e de direitos LGBTQIA+ antes do anúncio da nova Miss Brasil Gay.

    Prêmios e agenda da vencedora

    Além da coroa e da faixa comemorativa em ouro branco, a campeã levará um prêmio em dinheiro, contrato com agência de eventos e agenda de representações pelo país durante um ano. A agenda já inclui presença garantida na Parada do Orgulho de São Paulo de 2027 e participação em campanhas de prevenção ao HIV/AIDS.

    Impacto econômico e cultural

    Dados do trade turístico local apontam ocupação hoteleira superior a 85 % na semana do concurso, com expectativa de 6 000 visitantes e movimentação de R$ 8 milhões na economia de Juiz de Fora. Restaurantes, bares e casas noturnas estenderão horários e criarão menus temáticos, enquanto o comércio de fantasias e salões de beleza registram aumento na procura por serviços.

    Especialistas em cultura apontam que o Miss Brasil Gay desempenhou, ao longo de cinco décadas, papel fundamental na construção da autoestima de artistas transformistas e drag queens em todo o país, inspirando concursos regionais e iniciativas de visibilidade trans. A edição de 2026 promete fortalecer esse legado, celebrando conquistas e reforçando a luta por igualdade de direitos.

    Serviço

    • Data: 22 de agosto de 2026 (sábado)
    • Local: Centro de Eventos Terrazzo – Juiz de Fora (MG)
    • Horário: Portões abrem às 18h; início do show às 20h
    • Ingressos: à venda on-line e em pontos físicos credenciados na cidade
    • Votação popular: disponível até 21/8 no site oficial do concurso

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.