Lula e Flávio Bolsonaro defendem criação de cinco presídios federais de segurança máxima na corrida eleitoral

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    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) incluíram a construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima nos programas de campanha de 2026. A convergência ocorre mesmo com as atuais unidades operando com 57% de ocupação — dos 1.040 lugares disponíveis, 594 estão preenchidos, segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

    Segurança pública como tema central

    Levantamento da Quaest indica que 30% dos brasileiros apontam a segurança pública como principal problema do país, à frente de corrupção (19%), questões sociais (16%) e economia (13%). O dado impulsionou o endurecimento do discurso dos pré-candidatos.

    Plano do PT

    A equipe de Lula pretende erguer cinco novas penitenciárias de segurança máxima e instalar escritórios de combate a facções em todos os estados. As duas primeiras unidades desse tipo já funcionam em São Paulo e no Rio de Janeiro. O projeto inclui:

    • criação de um Ministério da Segurança Pública;
    • compra de aeronave exclusiva para a Senappen, dedicada ao transporte de detentos de alta periculosidade;
    • restauração do status policial das Guardas Portuárias, para atuar em investigações de tráfico internacional de armas e drogas.

    Segundo Abdael Ambruster, coordenador nacional de segurança pública do PT, o foco é “sufocar financeiramente as facções” PCC e Comando Vermelho, classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos em 2026.

    Propostas do PL

    Flávio Bolsonaro também propõe cinco complexos de segurança máxima, inspirados no modelo salvadorenho do presidente Nayib Bukele, com isolamento total de líderes de facções, controle rígido de comunicações e restrições a visitas. O senador ainda defende:

    • redução da maioridade penal;
    • classificação de PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas no Brasil;
    • patrulha permanente das fronteiras pelas Forças Armadas;
    • monitoramento eletrônico imediato de agressores que recebem medidas protetivas;
    • fim da progressão de pena para condenados por feminicídio;
    • castração química para estupradores.

    O parlamentar intensificou a agenda de segurança após desgaste político envolvendo o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A campanha divulga vídeos que relacionam Lula às facções criminosas e critica a posição do governo federal contrária à tipificação de PCC e CV como terroristas.

    Visões de especialistas

    Para Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a discussão eleitoral é “mais simbólica do que baseada em evidências”, já que o sistema federal possui vagas disponíveis e deveria ser utilizado apenas em casos extremos.

    Outros pré-candidatos

    A segurança domina as propostas de demais presidenciáveis:

    • Romeu Zema (Novo) quer equiparar facções a grupos terroristas, reduzir a maioridade penal para 14 anos e endurecer saídas temporárias;
    • Ronaldo Caiado (PSD) apresenta o modelo de Goiás, marcado por integração policial e política de “tolerância zero”, mas alvo de críticas por letalidade policial — 364 mortes em 2025;
    • Renan Santos (Missão) propõe decretar Estado de Defesa em áreas sob domínio do crime, com uso coordenado das Forças Armadas e programa de desfavelização.

    Com pautas semelhantes de recrudescimento penal, as campanhas disputam o eleitorado que coloca a segurança pública no topo das preocupações nacionais.

    Com informações de O Globo

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.