A Justiça de São Paulo ordenou a demolição de um edifício de 13 andares construído ao lado do Clube Bahamas, em Moema, zona sul da capital. O imóvel foi erguido pelo empresário Oscar Maroni, que morreu em 31 de dezembro de 2025. A execução da medida caberá ao espólio do empresário.
Em nota, a Procuradoria Geral do Município (PGM) confirmou que o processo encontra-se na fase de cumprimento. Segundo o órgão, a Vara responsável já intimou os herdeiros para providenciar a derrubada do prédio, fixando multa diária de R$ 2.000 em caso de descumprimento.
Fechamento da tradicional boate
Na mesma semana, a família do empresário anunciou o encerramento das atividades da boate Bahamas Hotel Club, que operava havia mais de três décadas e era frequentada por personalidades da mídia. Um dos filhos de Maroni, Aratã Maroni, disse ao Metrópoles que o local continuará funcionando, mas apenas como sede para eventos.
Histórico do Bahamas Club
Fundado em 1990, o Bahamas Club ganhou fama como uma das casas de entretenimento adulto mais luxuosas do país, combinando boate e hotel voltados a empresários e turistas de alto poder aquisitivo. O espaço oferecia suítes privativas, palco e pole dance, atraindo também casais liberais.
Para contornar a legislação que criminaliza a exploração da atividade sexual no Brasil, o estabelecimento adotava um sistema em que clientes e profissionais do sexo pagavam somente a entrada e negociavam os serviços diretamente, sem intermediação da casa.
Imagem: Internet
O local já havia sido alvo de polêmicas. Em 2007, a boate chegou a ser fechada durante a gestão do então prefeito Gilberto Kassab.
Com a ordem judicial de demolição, o futuro do anexo construído por Maroni dependerá agora do cumprimento das determinações impostas ao espólio.
Com informações de Metrópoles
