Juros menores levam 94% das indústrias a buscar Fundos Constitucionais, aponta CNI

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    As taxas de juros reduzidas figuram como o maior incentivo para que empresas industriais recorram aos Fundos Constitucionais de Financiamento (FCFs). Levantamento inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira (15/7), mostra que 94% das companhias que solicitaram crédito entre 2022 e 2025 indicaram o custo mais baixo como principal razão para aderir à iniciativa federal voltada à diminuição das desigualdades regionais e ao desenvolvimento econômico.

    Três fundos para diferentes regiões

    Os FCFs são abastecidos com 3% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados. Os recursos são repassados aos bancos operadores, responsáveis pela análise das propostas e concessão do financiamento:

    • Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO): prioriza projetos agropecuários, agroindustriais e de infraestrutura;

    • Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE): destina-se a investimentos nos setores agropecuário, industrial, turístico e de infraestrutura;

    • Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO): foca no desenvolvimento sustentável, atividades de baixo impacto ambiental, agronegócio e pesca.

    Mais do que juros: prazos e relacionamento

    Além das taxas competitivas, 56% dos industriais destacaram prazos de pagamento e de carência como fatores decisivos. Outros 24% mencionaram o relacionamento prévio com o banco operador.

    Destino do crédito

    Os recursos contratados têm sido aplicados principalmente em investimentos estruturantes. Entre as empresas ouvidas, 56% financiaram a compra de máquinas e equipamentos; 22% investiram em construção, modernização ou ampliação de fábricas e armazéns; 18% utilizaram o dinheiro como capital de giro.

    Montantes aprovados

    Ao todo, 52% das indústrias obtiveram exatamente o valor solicitado. Outros 32% receberam quantia inferior e 10% tiveram o pedido rejeitado.

    Burocracia e desconhecimento ainda pesam

    Mesmo com a atratividade dos financiamentos, a pesquisa indica que 38,1% das indústrias ainda desconhecem os FCFs. Entre as que conhecem, mas não buscaram crédito, 38,5% apontaram burocracia ou demora na análise e 28,2% citaram falta de informação ou ausência de necessidade de financiamento.

    Metodologia

    O estudo foi conduzido pela CNI em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Foram entrevistadas 147 indústrias localizadas nas áreas de abrangência dos fundos — Centro-Oeste, Norte, Nordeste e municípios elegíveis de Minas Gerais e Espírito Santo — entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, considerando operações contratadas nos três anos anteriores.

    Com informações de Metrópoles

    Rafael Oliveira é criador de conteúdo digital e editor com foco em entretenimento, reality shows e notícias do mundo dos famosos. Seu trabalho é voltado para levar informações rápidas, atualizadas e relevantes sobre os principais acontecimentos da TV e das redes sociais.