O Irã atingiu uma instalação considerada crítica no Kuwait na terça-feira, 14 de julho, provocando várias explosões e um incêndio, de acordo com a agência iraniana Fars, vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
A ação, segundo Teerã, integra a resposta à intensificação das operações militares dos Estados Unidos na região do Golfo.
Resposta do Kuwait
Horas depois do ataque, a agência estatal kuwaitiana KUNA informou que o fogo foi controlado e que não houve registro de vítimas. O Exército do Kuwait acrescentou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram drones considerados hostis, lançados pelo Irã, e explicou que as detonações ouvidas no país eram resultado da atuação dessas defesas.
Alvos em outros países
Jordânia, Iraque e Bahrein também relataram ofensivas atribuídas a Teerã:
- Jordânia: militares iranianos declararam ter usado drones contra a Base Aérea de Azraq, que abriga tropas norte-americanas; posteriormente, um míssil iraniano teria atingido o local.
- Iraque: projéteis caíram sobre uma fábrica de água mineral no condado de Dehloran, a oeste de Bagdá. Autoridades locais indicaram três impactos, sem vítimas.
- Bahrein: explosões foram registradas em bases militares dos Estados Unidos após ataques com mísseis. O Ministério do Interior acionou sirenes de emergência e orientou a população a procurar abrigo. A IRGC afirmou ter destruído um centro de controle de embarcações não tripuladas norte-americanas no reino.
Ameaça de novos bombardeios
Mais cedo, a Guarda Revolucionária anunciou ataques contra quatro bases dos Estados Unidos — duas no Kuwait e duas no Bahrein — e advertiu que outras instalações poderão ser alvo se Washington mantiver a ofensiva.
A escalada segue-se às declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou ampliar os ataques ao Irã na próxima semana caso o país não aceite negociar um novo acordo de paz. Em entrevista à Fox News, Trump mencionou usinas de energia e pontes iranianas como possíveis alvos e disse que as operações continuarão “pelo tempo que for necessário”.
Imagem: Internet
Reações internacionais
Na quarta-feira (15/7), o comandante do Comando Central dos EUA (Centcom), almirante Brad Cooper, atribuiu ao Irã as recentes agressões a navios comerciais no Golfo. Em meio ao agravamento da crise, Kuwait e Bahrein elevaram seus níveis de alerta. Já a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) recomendou que companhias aéreas evitem o espaço aéreo de Bahrein, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e parte do Golfo de Omã, citando riscos à aviação civil.
Os incidentes reforçam o clima de instabilidade na região, que acompanha a retomada do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos e os sucessivos bombardeios mútuos.
Com informações de Metrópoles
